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Cabeleireira Raphaella Fachinelli teve a vida tirada da pior forma em Uberaba

A manhã desta sexta-feira (14/11) foi marcada por um clima pesado na sede da Polícia Civil de Uberaba. Durante uma coletiva que reuniu jornalistas da região, o delegado regional Armando Papacídero trouxe informações que adicionam novas camadas ao assassinato brutal da cabeleireira Raphaella Fachinelli, morta na última segunda-feira (10/11). Não é exagero dizer que o caso chocou até investigadores experientes.

O crime, que está sendo tratado como homicídio triplamente qualificado, teve como principal suspeito um homem de 30 anos, preso na tarde de quinta-feira (13/11), em Franca, interior paulista. Segundo o delegado, ele está agora sob custódia na Penitenciária Professor Aloisio Inácio Oliveira, onde aguarda o desdobramento das investigações.

Raphaella foi encontrada morta dentro da casa da namorada do suspeito — uma informação que, por si só, já deixaria qualquer um inquieto. A mulher, que não estava presente no momento do crime, também é alvo da investigação, embora ainda não haja confirmação de sua participação. Testemunhas da rua afirmaram ter ouvido gritos vindos da residência no Bairro Valim de Melo naquela manhã.

De acordo com Papacídero, o motivo que teria levado ao assassinato é tão banal quanto trágico: uma dívida de R$ 35 mil. O delegado descreveu o comportamento do suspeito após o crime como “extremamente frio”. Ele não apenas matou Raphaella com 14 golpes de faca, conforme laudo da perícia da Polícia Civil, mas tomou o celular dela e se passou pela vítima para pedir dinheiro a um amigo. O golpe funcionou: R$ 4 mil foram transferidos.

No registro policial, há menção à cena encontrada pelos agentes: a cabeleireira estava caída na área de serviço, com diversas perfurações no rosto e no pescoço, além dos cortes nos braços, que sugerem uma tentativa desesperada de se defender. “Havia muito sangue no ambiente”, aponta o trecho. A faca usada no crime, de cabo preto e lâmina de cerca de 12 centímetros, foi recolhida pelos investigadores.

O delegado Luís Fernando Bernardes, que também participou da coletiva, reforçou a tese de que pode ter sido um crime de ímpeto, provocado por uma discussão repentina. Segundo ele, o suspeito chegou a relatar que já pensava em uma rota de fuga: pretendia ir de Franca para Ribeirão Preto e, em seguida, para São Paulo.

O comportamento do suspeito antes e depois do assassinato também chamou atenção dos policiais. Por volta das 12h do dia do crime, uma transação de R$ 850 foi feita no cartão da namorada dele, em uma maquininha cadastrada no nome de Raphaella. Minutos depois, o homem realizou um PIX de R$ 500 para a namorada — movimentos financeiros que agora fazem parte do quebra-cabeça investigativo.

A namorada do suspeito contou que os dois dormiram juntos na casa um dia antes do crime. Disse ainda que, na manhã da tragédia, o namorado a levou ao trabalho por volta das 8h. Ela só soube da morte quando recebeu uma ligação do pai informando sobre o corpo encontrado na residência.

Raphaella, que trabalhava como cabeleireira e era descrita pelos clientes como uma mulher gentil e dedicada, deixa um filho de apenas 4 anos — uma das perdas mais difíceis de aceitar em meio a uma história tão brutal.

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