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Quem é homem que morreu em explosão em SP?

A explosão que destruiu uma casa no Tatuapé na quinta-feira (13) ainda ecoa nas conversas da vizinhança. Quem passa pela rua, agora tomada por tapumes e pelo cheiro insistente de madeira queimada, comenta o susto que tomou conta do bairro. A Polícia Civil segue tentando montar o quebra-cabeça, mas algumas peças já ganharam forma — e todas apontam para uma história que mistura descuido, silêncio familiar e um passado que volta à tona.

O morador do imóvel, Adir de Oliveira Mariano, 46 anos, é o nome que se tornou o centro da apuração. Segundo o Corpo de Bombeiros, a casa estava abarrotada de fogos de artifício, um detalhe que enfraquece qualquer hipótese alternativa e reforça a tese de que a tragédia começou ali mesmo, no acúmulo irregular de materiais altamente inflamáveis. Para muitos, a cena lembra aqueles episódios de fim de ano em que alguém guarda fogos em casa sem o menor cuidado — só que, desta vez, em escala muito maior.

O impacto da explosão foi tão brutal que atingiu vários quarteirões ao redor. Vidraças estouraram como se fossem feitas de papel, prateleiras caíram dentro dos apartamentos vizinhos e carros estacionados na rua foram danificados. Uma moradora contou que “um clarão tomou conta de tudo”, e que o barulho parecia o de “um transformador gigante estourando bem na nossa frente”. A Defesa Civil precisou retirar famílias preventivamente, temendo que estruturas comprometidas pudessem desabar.

No meio do caos, um corpo foi encontrado entre os escombros. A suspeita é de que seja o do próprio Adir, mas a confirmação depende do laudo do IML. Para a família, essa espera tem sido angustiante. O irmão dele, Alessandro de Oliveira Mariano, prestou depoimento à polícia e trouxe um elemento que deixou o caso ainda mais estranho: ele afirmou desconhecer que Adir vivia no imóvel. Segundo sua advogada, Alessandro só ficou sabendo recentemente que o irmão estava morando lá. Os dois não se falavam há sete anos — algo que, infelizmente, não é tão incomum em famílias brasileiras.

A polícia investiga, agora, se Adir armazenava fogos de forma clandestina e, principalmente, se ele tinha conhecimento técnico para manipulá-los. O histórico dele sugere que sim. Em outra ocasião, anos atrás, Adir havia sido detido após correr atrás de um balão em São José dos Campos — um episódio que, para muitos, parecia apenas uma travessura adulta, mas que é crime ambiental. Ele acabou absolvido por falta de provas, mas o passado voltou à mesa dos investigadores.

Os peritos continuam vasculhando o terreno, tentando entender se tudo começou por uma faísca elétrica, algum tipo de atrito, ou até mesmo pelo manuseio incorreto dos artefatos. A cada nova coleta, a tese de armazenamento irregular ganha mais força, deixando claro que a tragédia poderia ter sido ainda maior se a explosão tivesse ocorrido em horário de movimento intenso.

Enquanto a investigação corre, o bairro tenta retomar um pouco de normalidade. Os moradores circulam devagar, olhando para os escombros como quem lê um aviso silencioso: às vezes, um único descuido — ou muitos deles acumulados — é suficiente para transformar uma rua inteira em cenário de destruição.

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