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Relembre: Delegado sobre Suzane von Ricththofen: “Seduziu o promotor de Justiça”

Suzane von Richthofen, condenada em 2002 pelo assassinato brutal dos pais Manfred e Marísia von Richthofen, voltou aos holofotes em fevereiro de 2025 após declarações explosivas do delegado aposentado Jorge Lordello. No podcast “Lisa, Leve e Solta”, apresentado pela jornalista Lisa Gomes, Lordello afirmou categoricamente: “Ela seduziu um promotor de Justiça da vara das execuções”. A frase, que rapidamente viralizou nas redes sociais e na imprensa, reacende o debate sobre o magnetismo manipulador de uma das criminosas mais infames do Brasil.

Lordello, hoje apresentador do programa “Operação de Risco” na RedeTV!, não poupou adjetivos ao descrever o suposto poder de sedução de Suzane. “Ela tem uma habilidade, ela tem um magnetismo impressionante. Ela seduziu agentes penitenciários, presas. Com quem gosta dela, ela tem esse poder de sedução impressionante”, afirmou. O delegado sugeriu que, em uma conversa prolongada, alguém poderia até ser convencido da inocência dela, tamanha a capacidade de manipulação psicológica.

Os episódios envolvendo o promotor de Justiça ganharam contornos de escândalo. Segundo relatos corroborados pelo repórter investigativo Valmir Salaro no programa “Conversa com Bial” (TV Globo), o magistrado se apaixonou por Suzane durante o cumprimento de sua pena. Ele concedia privilégios inusitados, como visitas ao seu gabinete com música ambiente, luzes baixas e lanches especiais, transformando o local em algo semelhante a uma “boate”. Tais regalias levantaram suspeitas de abuso de poder e denúncias internas na penitenciária.

Não foi apenas o promotor. Lordello mencionou que Suzane também flertou com um médico da unidade prisional, o que gerou mais relatos de favorecimento. Esses casos ilustram um padrão de comportamento que, segundo especialistas em criminologia, pode ser interpretado como uma estratégia de sobrevivência e ascensão dentro do sistema carcerário. A sedução, nesse contexto, funcionaria como ferramenta para obter benefícios e reduzir o rigor da pena.

Atualmente, Suzane cumpre regime aberto em Bragança Paulista (SP), onde vive com o marido, o médico Felipe Zecchini Muniz, e o filho do casal. A progressão de regime, obtida após anos de bom comportamento e estudos, contrasta com as acusações de manipulação. Veículos como Metrópoles, BNews, Correio 24 Horas e Revista Fórum noticiaram as declarações de Lordello, destacando como o caso continua a fascinar e dividir a opinião pública mais de duas décadas após o crime.

O legado de Suzane von Richthofen vai além do parricídio: ele expõe as fragilidades do sistema penitenciário e a complexidade da psicologia criminal. Enquanto alguns veem nela uma mestre da manipulação, outros questionam até que ponto essas narrativas alimentam o sensacionalismo midiático. Lordello, por sua vez, alerta que o “magnetismo” de Suzane não deve ser subestimado, especialmente em ambientes de poder desigual.

Vinte e três anos após o crime que chocou o Brasil, Suzane permanece uma figura enigmática. As revelações do delegado aposentado não abrem novas investigações, mas reacendem o interesse público por um caso que mistura tragédia familiar, ambição e, agora, o poder da sedução como arma. Seja verdade ou exagero, a história de Suzane von Richthofen continua a escrever capítulos imprevisíveis.

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