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Jovem modelo Teodoro Caye é encontrado morto em evento de SC

A cidade de Florianópolis amanheceu mais silenciosa neste domingo, 9 de novembro. O clima de tristeza tomou conta da capital catarinense após a confirmação da morte do jovem estudante de arquitetura e modelo Teodoro Caye Schauenberg, de apenas 22 anos. O rapaz faleceu depois de passar cinco dias internado no hospital, lutando pela vida, após sofrer uma queda durante um evento na cidade.

De acordo com informações da família, o acidente aconteceu quando Teodoro trabalhava em um evento organizado por colegas da universidade. Em determinado momento, ele passou mal, caiu e bateu a cabeça. O impacto foi grave. Mesmo com atendimento rápido e uma corrida contra o tempo da equipe médica, o jovem não resistiu. A mãe, Ana Luisa Caye Schauenberg, contou ao g1 que o filho “lutou como um guerreiro”.

— Ele ficou cinco dias em uma luta gigante pela vida, mas, infelizmente, não deu. Foi uma fatalidade — lamentou a mãe, emocionada.

A notícia da morte rapidamente se espalhou pelas redes sociais e gerou uma onda de comoção entre colegas de faculdade, amigos e conhecidos. Teodoro era descrito como um jovem alegre, dedicado e cheio de planos para o futuro. Estava na 7ª fase do curso de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde conquistou diversas amizades e se destacava pelo talento e sensibilidade em seus projetos.

O velório aconteceu na segunda-feira (10), em Estrela (RS), cidade natal de Teodoro, e foi marcado por muitas homenagens. A mãe, ao ver a quantidade de pessoas que compareceram, ficou surpresa.

— Eu sabia que meu filho era muito querido, mas não imaginava tanto. Meu coração se encheu ainda mais de orgulho. Acho que Deus quis um anjo perto dele, só assim para me conformar — disse Ana Luisa, em lágrimas.

Segundo a família, Teodoro havia se mudado para Florianópolis há três anos, decidido a seguir o sonho de ser arquiteto. Nos intervalos entre aulas e projetos, trabalhava como modelo, atividade que começou por influência da tia. “Ele encarava isso de forma leve, era só para conseguir uma renda extra”, explicou a mãe.

Quem conviveu com ele garante que Teodoro era um jovem disciplinado, apaixonado por esportes, alimentação saudável e viagens. Amava o mar e, sempre que podia, ia surfar nas praias da Ilha da Magia. Amigos relatam que ele era o tipo de pessoa que fazia todo mundo rir, que espalhava energia boa onde estivesse.

A morte repentina levantou uma série de mensagens de solidariedade nas redes. Colegas da UFSC organizaram uma homenagem no campus, com flores e velas, lembrando do amigo que partiu cedo demais. “Um talento que vai fazer falta não só na arquitetura, mas na vida de quem o conheceu”, escreveu uma colega de curso.

A família ainda tenta entender o que aconteceu. As causas exatas do mal-estar que levou à queda não foram divulgadas. Enquanto isso, amigos e parentes se unem para transformar a dor em lembrança.

Entre lágrimas, Ana Luisa encerrou sua fala dizendo:
— Meu filho viveu intensamente, foi feliz, e deixou um rastro de amor por onde passou. É assim que quero lembrá-lo.

A morte de Teodoro, mais do que uma tragédia, deixa uma mensagem sobre a fragilidade da vida — e sobre como um coração generoso pode marcar tantas pessoas em tão pouco tempo.
 

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