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Vídeo: Identificadas as jovens que morreram após carro bater em árvore, cair em canal e terminar em tragédia

Os acidentes de trânsito continuam escrevendo capítulos trágicos nas páginas da vida brasileira. Em todo o país, ruas e rodovias têm se transformado em cenários de dor e luto, onde sonhos são interrompidos por decisões impensadas ao volante. A combinação fatal de alta velocidade, álcool e imprudência segue tirando vidas que ainda tinham muito pela frente. Foi o que aconteceu em São Vicente, no litoral paulista, no último fim de semana — uma madrugada que terminou em tragédia e revolta.

Na manhã de domingo, 9 de novembro, um carro de luxo, modelo Audi Q5, despencou dentro de um canal após bater violentamente em uma árvore, na alça de acesso entre a Rodovia dos Imigrantes e a Avenida Capitão Luiz Pimenta. Dentro do veículo estavam cinco pessoas: quatro mulheres e o motorista, o empresário Ruy Barboza Neto, de 26 anos. A força do impacto foi tamanha que o carro ficou parcialmente destruído e rapidamente submerso.

O resultado foi devastador. Três jovens morreram no local: Geovana Ramos Reis (26 anos), Bianka de Braz Feitoza Pinto (25 anos) e Vitória Gomes Maximino da Silva (22 anos) — todas moradoras de São Vicente. Uma quarta passageira, uma cabeleireira de 22 anos, sobreviveu com ferimentos leves e conseguiu relatar às autoridades os últimos instantes antes do acidente.

Segundo o depoimento da sobrevivente, o grupo havia acabado de sair de um festival. Ela aceitou a carona sem saber que o motorista estava alcoolizado. Durante o trajeto, percebeu que Ruy dirigia em alta velocidade e apresentava sinais claros de embriaguez, ignorando pedidos para reduzir. Poucos minutos depois, perdeu o controle do veículo, que atravessou a pista, colidiu contra uma árvore e caiu no canal. A jovem conseguiu escapar por um buraco na lataria, enquanto a água invadia o carro.

De acordo com a Polícia Rodoviária, Ruy se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas exames clínicos realizados no Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que ele estava embriagado. O empresário foi preso em flagrante por homicídio e levado ao Pronto-Socorro Central antes de ser conduzido à Delegacia Sede de São Vicente para prestar depoimento.

Nas redes sociais, amigos e familiares das vítimas expressaram incredulidade e revolta. As três jovens, descritas como alegres, trabalhadoras e cheias de planos, tornaram-se símbolos da imprudência que segue matando nas estradas brasileiras. “Elas tinham toda uma vida pela frente. É inaceitável que ainda estejamos perdendo pessoas assim”, escreveu um amigo de Geovana.
 

O caso, agora investigado pela Delegacia de São Vicente, reacende um debate antigo: o quanto a combinação entre álcool e direção continua sendo uma das principais causas de mortes no trânsito. Mesmo com leis mais severas e campanhas de conscientização, tragédias como essa mostram que a cultura da irresponsabilidade ainda resiste.

Enquanto as famílias se despedem das vítimas e clamam por justiça, São Vicente amanheceu sob o peso do luto. Três vidas se foram, e com elas, a esperança de que o prazer de dirigir jamais volte a ser confundido com a perigosa ilusão da impunidade.

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