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Terminam as buscas por Augusto Mikael, corpo estava dentro do um carro em rio

A dor, a angústia e a esperança se misturaram durante dois longos dias de buscas que mobilizaram amigos, familiares e equipes de resgate em duas cidades do Sul do país. O desaparecimento de Augusto Mikael Rauber da Silva, de apenas 21 anos, comoveu toda a região e terminou de forma trágica. O jovem havia saído de Jaquirana (RS) na noite de sexta-feira, 7 de novembro, com destino a Criciúma (SC), onde pretendia visitar a namorada. O que seria uma simples viagem para um fim de semana de reencontros transformou-se em uma história marcada pela força da natureza e pela dor de uma perda irreparável.

De acordo com familiares, Augusto dirigia uma Ford Ranger vermelha e mantinha contato com os pais por mensagens de celular. O último registro da conversa ocorreu quando ele atravessava São José dos Ausentes, região atingida por um ciclone extratropical que provocava ventos acima de 100 km/h e chuvas torrenciais. Depois disso, o silêncio. Nenhuma nova mensagem, nenhuma ligação. O temor de que algo grave tivesse acontecido cresceu à medida que as horas passavam e as condições climáticas pioravam na serra gaúcha.

As equipes de resgate iniciaram as buscas ainda na manhã de sábado (8). Bombeiros militares, agentes da Defesa Civil e voluntários da comunidade se uniram em uma operação que contou com helicópteros, drones e mergulhadores. O terreno era difícil, o rio estava cheio e a correnteza, extremamente forte. No início da tarde, o veículo de Augusto foi encontrado submerso no Rio Capivaras, parcialmente encoberto pela lama e pelos galhos trazidos pela enxurrada.

A confirmação do pior veio no dia seguinte, domingo, 9 de novembro. O corpo do jovem foi localizado a cerca de dois quilômetros do ponto onde o carro havia sido encontrado. De acordo com a Defesa Civil do Rio Grande do Sul, a morte de Augusto foi incluída entre as vítimas do ciclone extratropical que atingiu o estado, provocando destelhamentos, alagamentos e a interrupção do fornecimento de energia para mais de 200 mil residências.

Nas redes sociais, amigos prestaram homenagens com mensagens cheias de emoção. Muitos o descreveram como um rapaz “alegre, aventureiro e apaixonado por motocross”, que estava sempre cercado de pessoas e espalhava bom humor por onde passava. “Quem o conheceu sabe o coração enorme que ele tinha. Jamais será esquecido”, escreveu uma amiga próxima. A Prefeitura de Jaquirana também divulgou uma nota de pesar, expressando solidariedade à família e destacando a comoção que tomou conta da cidade.

O corpo de Augusto será velado em Jaquirana, sua cidade natal, onde familiares e amigos se reúnem para a despedida. O episódio, que uniu toda a comunidade em oração, deixa uma mensagem dolorosa: a de que a força da natureza pode mudar destinos em questão de segundos. Em meio à rotina e aos planos mais simples — uma viagem, um reencontro, um gesto de amor —, o imprevisível pode se tornar uma tragédia. O nome de Augusto, agora, se soma à memória das vítimas que pagaram o preço mais alto diante da força implacável dos ventos.

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