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Quem eram as quatro jovens vítimas da tragédia no Rodoanel em São Bernardo do Campo

Na noite de 9 de novembro de 2025, uma tragédia abalou São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Um Ford Fiesta ocupado por cinco jovens despencou de uma alça de acesso do Rodoanel Mário Covas, caindo de uma altura de aproximadamente 10 metros sobre a Rodovia Anchieta. O acidente, ocorrido por volta das 21h30, resultou na morte de quatro ocupantes e deixou uma sobrevivente com ferimentos leves. O veículo capotou após o motorista perder o controle em uma curva, bater na barreira de concreto e precipitar-se no vazio.

Os jovens retornavam de um fim de semana no litoral sul paulista. Henrique Antonini Marioto, de 25 anos, auxiliar de informática, era o condutor. Ao seu lado estavam Vitória Sampaio, de 22 anos; Julia Gasparino Pereira da Silva, também 22; Eduarda Aiko Shintaku Iwai, 21, esteticista; e Giovana Ribeiro, 23, psicóloga, a única que sobreviveu. Giovana foi resgatada com uma luxação no braço e encaminhada ao Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo, onde relatou que o grupo estava animado, mas negou qualquer consumo de álcool por parte do motorista.

A chuva intensa que castigava a região no momento do acidente é apontada como um dos fatores que podem ter contribuído para a perda de controle. Testemunhas relataram que a pista estava escorregadia, e peritos do Instituto de Criminalística coletaram evidências no local para determinar se houve excesso de velocidade ou falha mecânica. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as circunstâncias exatas, enquanto a ARTESP confirmou que a sinalização da alça de acesso estava em conformidade.

Um dos momentos mais chocantes foi o atropelamento de Julia Gasparino por um veículo que tentava desviar dos destroços espalhados na Anchieta. O condutor do carro envolvido parou para prestar socorro, mas a jovem já não apresentava sinais vitais. Bombeiros e equipes do SAMU atuaram rapidamente, mas apenas Giovana pôde ser salva. As outras quatro vítimas morreram no local ou a caminho do hospital, deixando famílias devastadas e uma comunidade em luto.

Giovana Ribeiro, ainda em recuperação, descreveu o pânico dentro do carro nos segundos antes da queda. Ela afirmou que todos usavam cinto de segurança, o que pode ter feito a diferença em sua sobrevivência. Amigos das vítimas criaram redes de apoio nas redes sociais, compartilhando fotos e mensagens de despedida. Escolas e locais de trabalho dos jovens também organizaram homenagens silenciosas na manhã seguinte.

O acidente reacende o debate sobre a segurança nas vias do Rodoanel, especialmente em trechos com curvas acentuadas e durante condições climáticas adversas. Autoridades prometem reforçar a fiscalização e avaliar a instalação de barreiras mais robustas. Enquanto isso, quatro famílias se preparam para velórios e enterros, e uma jovem luta para reconstru LXão física e emocional de uma noite que mudou tudo.

Essa tragédia serve como lembrete doloroso dos riscos nas estradas, mesmo em trajetos rotineiros. A combinação de chuva, velocidade e uma fração de segundo de desatenção pode transformar uma viagem de volta para casa em um adeus definitivo. Que as vítimas descansem em paz e que a sobrevivente encontre força para seguir adiante.

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