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Policial baiana é encontrada morta e recado em muro choca

A cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, amanheceu em choque no último sábado (8). A policial penal Edivânia Limeira da Silva, de 38 anos, foi encontrada morta dentro de sua própria casa, no bairro Monte Castelo. A servidora, natural de Paulo Afonso (BA), estava desaparecida havia dois dias, e o reencontro com a família acabou se transformando em uma tragédia que abalou colegas de profissão e moradores da região.

Edivânia, que integrava o sistema prisional paraibano, foi encontrada vestindo a farda da corporação, o que tornou a cena ainda mais impactante. O corpo foi localizado após vizinhos sentirem um forte odor vindo da residência e acionarem a polícia. Ao entrarem no local, os agentes encontraram sinais de violência e uma pichação nas paredes com as inscrições “X9” e “CV”, sigla do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do país.

Esses detalhes levantaram suspeitas iniciais de que o crime pudesse ter ligação com o tráfico ou com facções, mas até o momento a Polícia Civil não confirmou nenhuma relação direta. Segundo fontes ouvidas pelo portal Metrópoles, a hipótese de que o assassinato tenha sido motivado por questões pessoais é a mais forte.

O principal suspeito é o marido da policial, também de 38 anos, que foi preso horas depois na cidade de Caetés, em Pernambuco, a cerca de 160 quilômetros de onde o corpo foi encontrado. O homem foi levado para a delegacia e deve passar por audiência de custódia nos próximos dias. De acordo com a polícia, há indícios de que ele tentou fugir logo após o crime.

Um detalhe intrigante reforçou a tese de que Edivânia conhecia o autor do assassinato: as câmeras de segurança da casa estavam desligadas no momento do crime. Além disso, o cachorro da vítima, conhecido por ser bastante protetor, não reagiu à presença do agressor. Para os investigadores, isso sugere que o criminoso era alguém familiar à vítima — alguém em quem ela confiava.

Colegas de trabalho da policial penal usaram as redes sociais para prestar homenagens. Muitos descreveram Edivânia como uma profissional dedicada, respeitada e tranquila, que nunca havia se envolvido em conflitos dentro do sistema prisional. “Ela era querida por todos. Uma mulher guerreira, que defendia a justiça e não merecia um fim assim”, escreveu uma amiga no Facebook.

A Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) foi procurada pela imprensa, mas ainda não emitiu nota oficial sobre o caso. O corpo de Edivânia foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para exames periciais, e a expectativa é que o laudo ajude a esclarecer a dinâmica do crime.

Enquanto a investigação avança, a população de Patos tenta lidar com a dor e a perplexidade. A morte de Edivânia reacende um tema doloroso e recorrente: o feminicídio, que segue ceifando vidas de mulheres em todo o país — inclusive daquelas que, ironicamente, dedicam a própria vida à segurança pública.

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