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Mulher é atacada e morta pelo namorado; filha tenta defender a mãe e acaba ferida

O assassinato de Rayana Bittencourt de Oliveira Rios da Silva, ocorrido na madrugada deste domingo (9), no bairro Residencial Jacaraípe, na Serra (ES), comoveu o país pela brutalidade e pela coragem de sua filha, Khauny Rios, que tentou desesperadamente salvar a mãe das agressões. Rayana, de 39 anos, era administradora e mãe de quatro filhos. O crime foi cometido dentro da própria casa pelo namorado, Luan dos Santos Braz, de 29 anos, que está foragido.

De acordo com os familiares, o relacionamento era marcado por ciúmes, controle e episódios de violência. Khauny, de 19 anos, contou que recebeu uma ligação da mãe pedindo ajuda e, imediatamente, chamou um motorista por aplicativo para ir até a residência. Quando chegou ao local, encontrou uma cena de horror: Luan esfaqueava Rayana repetidamente.

Quando cheguei, vi a faca entrando nela. Ele ainda veio para cima querendo dar mais facadas. Eu fui para cima dele, tirei a faca da mão dele. Quando ele viu que eu estava com a faca, saiu correndo, entrou no carro e fugiu”, relatou a jovem, que ainda tentou deter o agressor. O motociclista que a levou ao local também tentou intervir e acabou ferido no abdômen, sendo encaminhado à UPA de Castelândia.

Segundo Khauny, Luan era um homem extremamente possessivo. Ele não permitia que Rayana usasse o próprio celular, nem mantivesse fotos do falecido marido. “Minha mãe não podia ter celular, só mexer no dele. Ele não deixava ter foto do meu pai em casa. Meu pai já tinha falecido, e ele tinha ciúmes até disso. As fotos foram sumindo aos poucos”, contou a filha, em meio à dor.

Familiares afirmam que Rayana chegou a registrar vídeos de agressões anteriores, inclusive momentos em que o suspeito a confrontava por guardar lembranças do ex-marido. O primo da vítima, Leandro Rios de Souza, disse que o comportamento violento de Luan era conhecido e já havia despertado preocupação. “Ele tentou matar um homem uma vez porque achou que estava sendo seguido. Ele prometia que ia matar minha prima e conseguiu. Não destruiu só ela, destruiu os filhos também”, lamentou.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 5h30, mas, ao chegar ao endereço, a casa estava vazia. Pouco depois, a corporação recebeu a informação de que duas pessoas esfaqueadas haviam dado entrada na unidade de saúde. Rayana não resistiu aos ferimentos e morreu. O motorista ferido recebeu atendimento médico, mas o estado de saúde dele não foi divulgado.

Rayana deixa quatro filhos: Khauny, de 19 anos; duas meninas, de 14 e 12; e um menino de apenas 5 anos. O crime é investigado pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM), que trata o caso como feminicídio. O suspeito fugiu em um carro que havia comprado recentemente junto com a vítima.

A Polícia Civil segue em busca de Luan dos Santos Braz e reforça que informações sobre o paradeiro dele podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia 181. Enquanto isso, amigos e familiares de Rayana se unem em luto e revolta, cobrando justiça para uma mulher que, segundo eles, “lutou até o fim pela própria vida e pelos filhos”.

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