Homem é preso em BH após tirar a vida da mãe da pior forma, relato choca a polícia

A noite de sábado (8) foi marcada por uma tragédia que abalou a comunidade do bairro Salgado Filho, na Região Oeste de Belo Horizonte. Um crime brutal, carregado de mistério e perplexidade, tirou a vida de Edna Mara de Abreu, de 54 anos, morta pelo próprio filho, um jovem de 26 anos, dentro da casa da família, nas imediações do aglomerado da Ventosa.
De acordo com informações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o próprio autor do crime ligou para o número de emergência confessando o ato. Quando os agentes chegaram ao local, encontraram a cena de horror: o corpo de Edna sobre a cama, com mais de trinta golpes de faca. A perícia descreveu o cenário como de “violência extrema”. Um dos ferimentos, segundo os peritos, atingiu diretamente o coração — o que teria causado a morte imediata.
Os vizinhos, ainda em choque, relataram que mãe e filho eram discretos, não costumavam causar confusões e mantinham uma rotina aparentemente tranquila. “Ela era uma mulher calma, sempre educada. A gente nunca imaginou que algo assim pudesse acontecer”, disse uma moradora que preferiu não se identificar.
O comportamento do suspeito, segundo a PM, chamou atenção desde o primeiro momento. Ele apresentava um discurso confuso e desconexo, o que levantou a suspeita de um possível quadro de sofrimento mental. Durante o depoimento inicial, o homem afirmou que a mãe “estava sofrendo muito” e que teria a matado “para livrá-la desse sofrimento”. Chegou a mencionar que quis acertar o coração de propósito, para “ser rápido”.
Em meio à confissão, o rapaz também fez declarações de teor místico e espiritual, dizendo acreditar que Edna iria “reencarnar” e que o ato seria uma espécie de libertação. A polícia, entretanto, ainda investiga se tais falas estão relacionadas a alguma convicção religiosa, delírio ou distúrbio psicológico.
Apesar da brutalidade do crime, o suspeito não possuía antecedentes criminais. Familiares e conhecidos contaram aos investigadores que ele passava por um momento de isolamento e apresentava mudanças de comportamento nas últimas semanas. “Ele andava diferente, mais calado, meio distante. Ninguém imaginava que estava pensando em algo assim”, contou outro vizinho.
Os peritos recolheram a arma utilizada — uma faca de cozinha — e encaminharam o corpo de Edna ao Instituto Médico Legal (IML) da capital. A perícia também deve analisar o histórico médico do suspeito e ouvir familiares para tentar entender o que o levou a cometer tamanha violência.
Enquanto as investigações seguem, o caso provoca uma mistura de tristeza e perplexidade na vizinhança. “É o tipo de coisa que a gente só vê na televisão. E agora aconteceu aqui, na rua da gente”, lamentou uma moradora.
O crime reacende o debate sobre saúde mental e acompanhamento familiar, especialmente em casos de pessoas que demonstram sinais de instabilidade emocional. Especialistas alertam que o isolamento, a fala desconexa e o comportamento alterado são sinais de alerta que não devem ser ignorados.
Edna Mara de Abreu, descrita por vizinhos como uma mulher batalhadora, teve a vida interrompida de forma brutal por quem ela mais amava. Agora, a dor fica para os familiares e amigos, e a pergunta que paira no ar — o que levou um filho a cometer tamanha atrocidade — talvez nunca tenha uma resposta que faça sentido.



