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Sobe para 435 o número de vítimas no paraná após tornado destruir cidade inteira

Um tornado devastador atingiu o Sul do Brasil na noite de ontem, deixando um rastro de destruição especialmente no estado do Paraná. De acordo com a Defesa Civil, pelo menos cinco pessoas morreram e outras 432 precisaram de atendimento médico, sendo nove em estado grave. O fenômeno natural, de grande intensidade, surpreendeu moradores e autoridades locais, provocando pânico e danos estruturais em diversas regiões. As autoridades afirmam que o número de vítimas pode aumentar nas próximas horas, já que há desaparecidos e comunidades ainda isoladas pelos destroços.

O município de Rio Bonito do Iguaçu, localizado a cerca de 380 quilômetros de Curitiba, foi o mais atingido pelo tornado. Quatro das mortes confirmadas ocorreram ali, enquanto a quinta foi registrada em Guarapuava, a aproximadamente 256 quilômetros da capital paranaense. A Defesa Civil informou que equipes do Corpo de Bombeiros e voluntários estão em campo realizando buscas, resgates e levantamentos dos estragos. “Equipes já estão mobilizadas junto às prefeituras e autoridades locais para prestar atendimento imediato à população”, destacou o governo estadual em comunicado oficial.

As cenas nas áreas atingidas são de destruição completa: casas destelhadas, veículos virados, postes caídos e ruas bloqueadas por árvores e escombros. Há relatos de vítimas soterradas e desaparecidas, o que motivou a utilização de cães farejadores nas operações de busca. Em resposta à gravidade da situação, o governo do Paraná montou um hospital de campanha para atender os feridos e iniciou o levantamento do número de desabrigados e desalojados. O governador Ratinho Jr. (PSD) manifestou solidariedade às vítimas e garantiu que as forças de segurança e socorro seguem em alerta máximo.

Segundo dados do governo estadual, ao menos 14 municípios paranaenses estavam em situação de emergência até a noite de ontem. Desde o início de novembro, o Paraná enfrenta um cenário climático extremo, marcado por tempestades, vendavais e queda de granizo. As autoridades trabalham em ações emergenciais para liberar recursos, auxiliar as famílias atingidas e reconstruir as áreas mais afetadas. Diversas corporações, incluindo o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e a Secretaria de Saúde, permanecem mobilizadas na região.

O fenômeno climático também afetou outros estados do Sul e Sudeste. O ciclone extratropical que originou o tornado no Paraná provocou ventos intensos e danos em partes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Em Dionísio Cerqueira, no oeste catarinense, vídeos compartilhados nas redes sociais mostram casas destelhadas e árvores arrancadas pela raiz. A Defesa Civil de São Paulo chegou a emitir um alerta de fortes chuvas e ventanias para a madrugada, abrangendo diversas regiões, como a Grande São Paulo, Vale do Paraíba, Baixada Santista e Campinas.

Meteorologistas explicam que a formação do ciclone e a chegada de uma frente fria criaram uma extensa área de instabilidade atmosférica. O resultado foi a concentração de nuvens carregadas, capazes de gerar temporais severos, descargas elétricas e rajadas de vento acima de 100 km/h. Especialistas alertam que o risco de novos episódios permanece, e pedem que a população siga as orientações da Defesa Civil até que o tempo se estabilize completamente.

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