Delegado revela o verdadeiro motivo de pai ter tirado a vida do filho autista

Um caso que parece saído de um pesadelo abalou o Brasil nesta semana. A frieza e a crueldade de um pai que confessou ter matado o próprio filho de 11 anos chocaram até os investigadores mais experientes. A notícia veio à tona na segunda-feira, 3 de novembro, e deixou o país inteiro perplexo diante da barbárie.
O autor do crime é Davi Piazza Pinto, natural de Santa Catarina. Ele viajou até João Pessoa, na Paraíba, onde estava seu filho, Arthur Davi Velasquez, um menino autista e com deficiência visual. Segundo o delegado Bruno Germano, responsável pelo caso, o motivo da viagem não era reencontrar o filho — mas sim tirá-lo da vida.
“De acordo com o próprio Davi, ele estava com dificuldades financeiras. Pagava cerca de R$ 1.800 de pensão por mês e decidiu matar o menino para se livrar dessa obrigação”, explicou o delegado, visivelmente abalado ao falar sobre o caso. Germano classificou a motivação como “totalmente fútil e desumana”.
O crime aconteceu dentro do apartamento onde o pai estava hospedado. Davi asfixiou o garoto e, depois, colocou o corpo em um saco plástico. Para se livrar do cadáver, chamou um motorista de aplicativo, que — sem desconfiar de nada — o ajudou a transportar o corpo até uma área de mata no bairro Colinas do Sul, na capital paraibana. O motorista já prestou depoimento e foi liberado, pois não tinha conhecimento do que carregava no veículo.
Após cometer o crime, Davi retornou tranquilamente a Florianópolis (SC), onde mora. No domingo, apresentou-se à polícia e confessou tudo, indicando o local exato onde havia deixado o corpo. A frieza com que descreveu os fatos impressionou até os agentes envolvidos na investigação.
Para a mãe do menino, Aline Lorena, a dor é indescritível. Ela contou que acreditava estar vendo um gesto de aproximação do ex-companheiro. “Ele me procurou dizendo que queria conviver mais com o Arthur. Eu jamais imaginei que estava planejando uma monstruosidade dessas”, disse ela, emocionada, durante o enterro do filho.
Arthur nasceu prematuro, lutou pela vida desde os primeiros dias e, segundo a mãe, era uma criança doce, inteligente e cheia de amor para dar. O sepultamento aconteceu na segunda-feira, cercado por familiares, amigos e moradores da comunidade que acompanharam o caso comovidos.
Davi Piazza Pinto permanece preso em Santa Catarina, aguardando transferência para a Paraíba, onde deve responder pelo crime de homicídio qualificado, com agravantes de motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. A pena, segundo especialistas, pode ultrapassar os 30 anos de prisão.
Nas redes sociais, o caso repercutiu fortemente. Figuras públicas, psicólogos e ativistas de direitos das crianças manifestaram indignação e pediram penas mais severas para crimes desse tipo. A história de Arthur virou símbolo da luta por justiça e também um alerta sobre como o egoísmo e a frieza humana podem ultrapassar qualquer limite.
Em um país acostumado a manchetes trágicas, esse caso parece ter ido além da compreensão. Como alguém é capaz de tirar a vida do próprio filho por dinheiro? A pergunta, dolorosa e sem resposta, ainda ecoa por todo o Brasil.



