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Mulher recebe vários disparos de arma de fogo, arrependida ela chora e faz chocante pedido a família

Uma noite de terror abalou a cidade litorânea de Pitimbu, no Litoral Sul da Paraíba, nesta terça-feira (4). Uma mulher de 24 anos sobreviveu a uma tentativa brutal de homicídio após ser atingida por mais de dez disparos de arma de fogo dentro da própria casa. O crime, que ocorreu diante de familiares e do filho pequeno da vítima, deixou a comunidade em choque e mobilizou equipes da Polícia Militar e do Samu, que prestaram os primeiros socorros. Contra todas as probabilidades, a jovem resistiu aos ferimentos e foi encaminhada em estado grave, porém consciente, para o Hospital de Trauma de João Pessoa.

De acordo com o relato da médica que participou do resgate, a cena encontrada pela equipe era de extrema violência. Marcas de sangue e cápsulas de bala estavam espalhadas por todo o cômodo, e o desespero dos familiares era evidente. “Ela estava consciente, orientada e lúcida, mesmo com ferimentos em várias partes do corpo. É um verdadeiro milagre estar viva”, contou a profissional de saúde, visivelmente impressionada com a resistência da vítima. O atendimento rápido foi essencial para garantir a estabilização da paciente durante o transporte até a capital.

Segundo testemunhas, dois homens armados invadiram a residência poucos minutos após as 21h. Sem dizer uma palavra, eles começaram a atirar em direção à jovem, que estava com familiares na sala. O filho da vítima, uma criança de idade não informada, presenciou toda a ação. O ataque foi tão repentino que ninguém teve tempo de reagir. Em meio aos disparos, a mulher se fingiu de morta — uma decisão que, segundo os investigadores, pode ter salvado sua vida. Os criminosos fugiram em seguida, sem levar nenhum pertence, o que reforça a suspeita de um ataque direcionado.

As motivações do crime ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil da Paraíba, que já iniciou a coleta de imagens de câmeras de segurança da região. Moradores relataram ter ouvido o som dos disparos e visto uma motocicleta em alta velocidade deixando o local logo após a invasão. A Delegacia de Alhandra, responsável pelo caso, trabalha com várias hipóteses, incluindo vingança pessoal e acerto de contas. No entanto, até o momento, ninguém foi preso. A identidade da vítima está sendo preservada por motivos de segurança.

Em nota, o Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, informou que a paciente deu entrada consciente, com múltiplos ferimentos por arma de fogo, e passou por procedimentos cirúrgicos emergenciais. O quadro clínico é considerado estável, mas requer cuidados intensivos. Médicos classificaram a sobrevivência como “extraordinária”, dada a quantidade de tiros e a gravidade das lesões. “Ela chegou falando e pedindo para ver o filho. Foi uma das cenas mais fortes que já presenciamos”, relatou um dos profissionais que participaram da operação.

A tentativa de execução reacendeu o debate sobre a escalada da violência na Paraíba, especialmente em municípios do Litoral Sul, onde os índices de crimes contra a vida vêm crescendo. Dados do próprio governo estadual apontam que, apenas em 2025, mais de 30 ocorrências semelhantes foram registradas na região. Moradores cobram maior presença policial e dizem viver com medo de novos ataques. “A gente não dorme tranquilo. É tiro toda semana, e ninguém sabe quem será o próximo”, desabafou uma vizinha que preferiu não se identificar.

Enquanto a polícia busca os autores do crime, a história dessa jovem se torna símbolo de resiliência e sobrevivência em meio à violência cotidiana. Mesmo com o corpo perfurado por balas, ela teve presença de espírito para enganar os atiradores e esperar o socorro. Agora, cercada pelo apoio da família e sob vigilância médica, luta para se recuperar e voltar a ver o filho. Em um país onde a cada dia novas tragédias ocupam os noticiários, o caso de Pitimbu mostra que, entre a barbárie e a esperança, a vontade de viver ainda pode ser mais forte que a violência.

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