Luto chega para Lula mais uma vez e presidente lamenta grande perda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou suas redes sociais, na tarde desta quinta-feira (6), para expressar profunda tristeza pela morte do amigo e aliado político Paulo Frateschi, ex-deputado estadual por São Paulo e um dos fundadores históricos do Partido dos Trabalhadores. Aos 75 anos, Frateschi faleceu após ser esfaqueado pelo próprio filho, um episódio trágico que chocou não apenas o meio político, mas também antigos companheiros de militância.
Em uma nota emocionada, Lula afirmou que perde “um grande e leal companheiro”, alguém com quem compartilhou décadas de lutas por um Brasil mais justo. O presidente descreveu Paulo como uma figura corajosa, de fala firme e sorriso fácil — alguém que jamais se curvou diante da repressão. “Paulo desafiou o autoritarismo, foi perseguido pela ditadura, mas nunca deixou de acreditar no poder do povo”, destacou Lula, lembrando o papel decisivo do amigo durante o processo de redemocratização do país.
A morte de Frateschi acontece em um momento delicado, quando o país volta a discutir o legado da geração que enfrentou o regime militar. Muitos viram nele um símbolo dessa resistência. Professor por formação, Frateschi se envolveu cedo com o movimento estudantil e, nos anos 1980, participou ativamente da fundação do PT, partido que ajudou a estruturar e consolidar ao lado de nomes como José Dirceu, Marta Suplicy e o próprio Lula.
Durante sua trajetória, atuou como deputado estadual em São Paulo, secretário de Participação Popular na capital paulista e coordenador da Escola Nacional de Formação do PT. Sua vida política sempre foi marcada pelo diálogo e pela tentativa de aproximar o partido das bases. “Paulo tinha um dom raro: sabia ouvir”, comentou um antigo companheiro de bancada.
Nas palavras de Lula, a lembrança de Frateschi continuará a inspirar aqueles que acreditam em um Brasil mais humano e solidário. “Paulo fará muita falta a todos nós que tivemos o privilégio de andar lado a lado com ele”, escreveu o presidente. “Mas sua lembrança e seus exemplos de dedicação e compromisso com a construção de um país melhor para todos sempre iluminarão nossas mentes e corações.”
O presidente também prestou solidariedade à esposa de Frateschi, Yolanda, e aos familiares, mencionando que ele e a primeira-dama, Janja, estão de “coração partido” nesse momento doloroso. “Deixamos um abraço carinhoso e solidário à querida Yolanda, e a todos seus amigos e familiares”, concluiu.
Nas redes sociais, políticos de diferentes correntes também lamentaram o ocorrido. O senador Humberto Costa (PT-PE) escreveu que “o Brasil perde um democrata incansável”, enquanto a deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) destacou a importância de sua contribuição na formação política da esquerda brasileira.
Entre as homenagens, uma frase se repetia: “Paulo vive na história que ajudou a construir.” Para quem o conheceu de perto, Frateschi era mais que um militante — era um homem de princípios, daqueles que acreditavam que mudar o país começa por mudar o jeito de olhar o outro.
Em tempos de tanto ruído e intolerância, sua ausência se faz ainda mais sentida. Mas, como disse Lula, “os exemplos de coragem e generosidade de Paulo Frateschi continuarão a iluminar os caminhos de quem sonha com um Brasil mais justo e democrático.”



