Não morreu? ‘Japinha do CV’ estaria viva; supostas provas foram reveladas, dizem sites

Apontada como uma das integrantes mais próximas da cúpula do Comando Vermelho (CV), a traficante conhecida como Japinha do CV — ou Penélope, como também era chamada — morreu em um intenso confronto entre criminosos e forças de segurança nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, na última terça-feira (28). A operação, que mobilizou centenas de agentes, marcou o encerramento da trajetória de uma das figuras mais enigmáticas e temidas do crime carioca.
Segundo informações da polícia, Japinha atuava diretamente na linha de frente da facção. Era conhecida por sua frieza, pela forma como comandava homens armados e, principalmente, por já ter escapado de operações anteriores — algo que alimentou o mito em torno do seu nome. O detalhe é que, antes da megaoperação que culminou em sua morte, um áudio antigo começou a circular novamente nas redes sociais, reacendendo teorias sobre uma possível “falsa morte” da criminosa.
A “ressurreição” que virou lenda urbana
O áudio, que voltou a viralizar nos últimos dias, mostra Japinha conversando com um amigo. Durante a ligação, ela cobra uma dívida de R$ 2 mil, e o interlocutor, surpreso, chega a questionar: “Mas tu não morreu, não?”. Com ironia, Japinha responde que estava viva e pede que a informação fosse mantida em sigilo. “Deixa o povo achar que eu morri. Melhor assim”, teria dito, de forma debochada.
Essa gravação, embora antiga, ganhou força nas redes sociais justamente no dia da megaoperação. Muitos internautas chegaram a duvidar da autenticidade da morte divulgada, acreditando que a traficante pudesse ter simulado o próprio fim mais uma vez, como forma de despistar a polícia. Teorias conspiratórias inundaram os comentários de páginas de notícias, enquanto vídeos antigos de Japinha reapareciam em perfis falsos no Instagram e no X (antigo Twitter).
A confirmação oficial e os últimos momentos
No entanto, desta vez, a Polícia Civil confirmou oficialmente a morte. O corpo de Japinha foi encontrado próximo a um dos acessos principais do Complexo da Penha, após horas de intenso tiroteio. Segundo o laudo preliminar, ela usava roupa camuflada, colete tático e portava armamento pesado quando foi atingida por um disparo de fuzil na cabeça.
Fontes ligadas à investigação afirmam que, momentos antes de ser alvejada, a criminosa ainda teria feito uma chamada de vídeo com uma amiga, relatando que estava cercada. A conversa durou pouco mais de um minuto, e, logo depois, o sinal se perdeu. “Ela parecia calma, mas sabia que o fim estava próximo”, disse uma pessoa próxima, que preferiu não se identificar.
O fim de uma trajetória cercada de mistério
A morte de Japinha do CV simboliza não apenas o fim de uma das mulheres mais procuradas do Rio, mas também um capítulo importante na guerra entre o tráfico e as forças de segurança do Estado. Mesmo após sua confirmação oficial, parte da população segue desconfiada — reflexo da aura de mistério que sempre envolveu a criminosa.
Entre o medo, a curiosidade e as lendas criadas pela internet, Japinha se transformou em um nome que vai continuar sendo lembrado por muito tempo — seja pelas histórias que contou, pelas que inventaram, ou pela maneira trágica como sua vida terminou em meio ao som dos fuzis e das sirenes no alto do Alemão.



