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Dono de bar que sobreviveu a brutal espancamento em assalto morre após semanas de luta

O comerciante Edi Gervasio, de 58 anos, dono de um bar localizado no bairro Rebouças, em Curitiba, faleceu neste sábado, 25 de outubro, no Hospital Cajuru, após complicações decorrentes das agressões que sofreu durante um assalto ocorrido no início de setembro. O caso causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da região, que lamentam a brutalidade do crime e a impunidade dos suspeitos, que até o momento seguem em liberdade.

O assalto aconteceu dentro do próprio estabelecimento de Edi, onde ele foi violentamente espancado por criminosos que o deixaram inconsciente. Após o ataque, o comerciante ficou dois dias desaparecido, até ser encontrado por um amigo de infância, em estado grave, caído e sem condições de pedir socorro. O resgate foi imediato, e ele foi encaminhado ao Hospital Cajuru, onde recebeu atendimento emergencial e passou por diversas intervenções médicas devido à gravidade dos ferimentos.

Durante o período de internação, Edi foi diagnosticado com um traumatismo craniano severo, permanecendo semanas sob cuidados intensivos. Mesmo com a gravidade do quadro, ele apresentou melhora e chegou a receber alta, sendo encaminhado para casa, onde passou a receber cuidados paliativos. A família, esperançosa com sua recuperação, mantinha acompanhamento médico constante, mas o quadro de saúde se agravou novamente.

Dias antes de sua morte, o comerciante apresentou complicações neurológicas, incluindo crises convulsivas que resultaram em uma hemorragia interna. Apesar dos esforços da equipe médica, Edi não resistiu. O falecimento trouxe dor e indignação aos familiares, que afirmam que a violência e a falta de segurança no bairro já haviam sido motivo de preocupação há muito tempo.

O advogado da família, Richard Macedo, manifestou profundo pesar pela perda e prometeu lutar até que os criminosos sejam responsabilizados. Em declaração à imprensa, ele descreveu Edi como um homem íntegro, trabalhador e querido por todos que o conheciam. Segundo o advogado, a família confia que a Polícia Civil do Paraná seguirá firme nas investigações para identificar e prender os culpados.

As investigações indicam que os assaltantes levaram o cartão bancário da vítima, além de dinheiro em espécie e o celular. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela Ric RECORD mostram dois homens utilizando o cartão em um posto de combustíveis. Nas gravações, é possível ver os suspeitos usando bonés e comprando uma bebida antes de deixar o local. A polícia acredita que os mesmos indivíduos sejam os responsáveis pela agressão ao comerciante.

Apesar das imagens e das evidências, os suspeitos ainda não foram localizados. A Polícia Civil afirmou, em nota, que continua realizando diligências para elucidar o caso, mas não informou se há mandados de prisão expedidos. A demora nas prisões revolta a família, que teme que os criminosos voltem a agir. Para os parentes de Edi, a impunidade apenas reforça a sensação de insegurança e o sentimento de abandono por parte das autoridades.

De acordo com informações da repórter Beatriz Frehner, da Ric RECORD, o bar de Edi já havia sido alvo de criminosos em outras ocasiões. A família acredita que os mesmos indivíduos possam estar envolvidos em todas as invasões, já que há coincidências entre os ataques. Um dos elementos que sustentam essa suspeita é uma jaqueta deixada no local do último crime, que havia sido roubada em uma invasão anterior.

A irmã de Edi relatou que o comerciante já tinha registrado boletins de ocorrência, mas nunca recebeu retorno sobre o andamento das investigações. Segundo ela, a jaqueta encontrada na entrada do bar seria a mesma levada meses antes, e dentro dela havia um cachimbo e um isqueiro, possivelmente usados pelos criminosos. Para a família, o descaso e a lentidão na resposta das autoridades contribuíram para o desfecho trágico.

O caso de Edi Gervasio reacende o debate sobre a violência urbana e a vulnerabilidade dos pequenos comerciantes em Curitiba. Amigos e clientes lembram dele como um homem simples, generoso e dedicado ao trabalho. Sua morte representa não apenas a perda de uma vida, mas também o retrato de uma realidade marcada pela insegurança e pela falta de justiça. Enquanto os culpados seguem soltos, a dor e a revolta permanecem entre aqueles que conviviam com o comerciante e agora exigem que a justiça seja feita.

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