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Morre o empresário Paulo dos Santos após levar um soco na saída de um bar

O segurança David Ferreira, de 45 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (27/10) na cidade de Arujá, localizada na região metropolitana de São Paulo. Ele é acusado de agressão seguida de morte contra o empresário Paulo Vinícius dos Santos, de 35 anos. O caso ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança registrarem o momento em que o segurança desferiu um soco no rosto da vítima, que caiu desacordada na calçada em frente a uma adega. Paulo permaneceu estendido no chão, sem receber socorro imediato, e acabou morrendo quatro dias depois, em decorrência das lesões provocadas pela queda.

A prisão foi confirmada pelo advogado de defesa, Rodrigo Cesar Trigo, que afirmou que seu cliente se apresentou voluntariamente na Delegacia de Arujá ao tomar conhecimento do mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Após os trâmites iniciais, David será transferido para o 1° Distrito Policial de Guarulhos, onde deve ficar à disposição da autoridade responsável pelo caso.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a detenção faz parte da investigação que apura as circunstâncias que levaram à morte do empresário. Em nota, a pasta comunicou que as diligências continuam, com o objetivo de esclarecer integralmente o que motivou a agressão e se houve participação de outras pessoas na omissão de socorro. “As diligências seguem em andamento para o total esclarecimento dos fatos”, afirmou o órgão.

A agressão

O episódio ocorreu na noite de 20 de outubro, em frente a uma adega frequentada por moradores da região. Testemunhas relataram que houve uma discussão prévia, embora ainda não esteja claro o motivo do desentendimento. As imagens mostram que, após a troca de palavras, David atinge Paulo com um único soco. O empresário cai imediatamente, batendo a cabeça no chão, o que teria provocado um traumatismo craniano.

Mesmo após a queda, ninguém prestou socorro imediato. Paulo Vinícius foi encontrado minutos depois por terceiros, que acionaram o atendimento médico. Ele foi levado para um hospital da região em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 24 de outubro.

Investigações e repercussão

O caso passou a ser investigado como homicídio — possivelmente qualificado pela impossibilidade de defesa da vítima. A Polícia Civil tenta identificar se houve negligência de pessoas presentes no momento da agressão e se a falta de atendimento rápido contribuiu para o agravamento do quadro clínico da vítima.

A morte de Paulo causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores da cidade. Ele era conhecido por atuar no ramo de comércio local e era descrito por pessoas próximas como um homem calmo e dedicado à família.

Enquanto isso, a defesa de David afirma que o segurança não teve intenção de matar e que a agressão teria sido uma “reação a uma provocação”. O caso segue sendo analisado pelas autoridades, que ainda ouvirão novas testemunhas.

A Justiça decidirá, nos próximos dias, se a prisão temporária será convertida em prisão preventiva enquanto o processo avança.

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