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Filho tira a vida da própria mãe de maneira cruel e foge minutos depois

Nesta semana, o Brasil foi surpreendido por dois crimes brutais que, além de tirarem vidas, escancararam a fragilidade das relações familiares e a urgência de se discutir a violência dentro de casa. Um deles aconteceu em Guarulhos, São Paulo, e o outro, em Curitiba, no Paraná — ambos com um detalhe perturbador em comum: os agressores eram pessoas próximas, parte da própria família das vítimas.

Em Guarulhos, o clima era de festa. Rita de Cássia completava 72 anos e suas filhas preparavam uma comemoração simples, mas cheia de carinho. A surpresa, porém, transformou-se em pesadelo. Ao chegarem ao apartamento da mãe, encontraram Rita sem vida, com diversas perfurações de faca. O principal suspeito: seu próprio filho, Carlos Eduardo, de 51 anos, com quem ela morava.

Imagens das câmeras de segurança do condomínio mostram Carlos entrando no prédio e saindo apenas seis minutos depois, como se nada tivesse acontecido. Desde então, desapareceu. A polícia já pediu sua prisão preventiva e segue em busca do paradeiro dele. O crime, além de brutal, choca pela frieza e pela aparente premeditação. Amigos próximos contaram que Rita sempre demonstrou amor e paciência pelo filho, mesmo diante de algumas discussões familiares.

Os vizinhos, atordoados, contaram que ouviram barulhos estranhos no apartamento, mas nada que indicasse a dimensão da tragédia. O caso rapidamente ganhou destaque nas redes sociais, com centenas de mensagens de solidariedade e indignação. “É difícil acreditar que um filho possa fazer algo assim com a própria mãe”, escreveu uma moradora do bairro.

Enquanto São Paulo ainda tentava compreender o que motivou tamanha crueldade, outro crime chocava o Paraná. Na noite de terça-feira (21), em Curitiba, um feminicídio interrompeu a rotina tranquila de uma padaria na Cidade Industrial. Claudia Valéria de Souza Rissardo, de 45 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido dentro do estabelecimento da família.

O ataque aconteceu poucos dias após o fim do relacionamento. Claudia havia se separado na quinta-feira anterior e procurado ajuda da Justiça, solicitando uma medida protetiva depois de receber ameaças constantes. Mesmo assim, o agressor conseguiu alcançá-la. Testemunhas afirmam que o homem entrou furioso no local, discutiu rapidamente com ela e, em segundos, a violência tomou conta.

O filho do casal, um jovem de 18 anos, tentou intervir e acabou ferido. O desespero dos clientes e funcionários foi descrito como cena de terror. “Todo mundo gritava, ninguém conseguia acreditar”, relatou uma funcionária da padaria em entrevista a uma rádio local.

Esses dois casos, separados por pouco mais de 24 horas, reacenderam o debate sobre a escalada de violência dentro dos lares brasileiros. Em 2024, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o país registrou aumento de 6% nos crimes de feminicídio e 8% nos homicídios cometidos por familiares próximos — números que expõem uma ferida ainda aberta.

São histórias diferentes, mas que convergem num mesmo ponto: a perda de empatia e o descontrole emocional dentro de relações que deveriam ser de amor e proteção. Casos como os de Rita e Claudia deixam o país em luto e pedem, mais do que nunca, atenção, diálogo e políticas eficazes para impedir que tragédias assim continuem a acontecer — em silêncio, dentro de casa.

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