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Avó de Esther de 4 anos, faz revelação impactante sobre suspeitos

O caso da morte da pequena Esther Izabelly, de apenas 4 anos, segue provocando forte comoção em Pernambuco e em todo o país. Nesta sexta-feira (24), a avó da menina concedeu uma entrevista emocionante ao programa TV Jornal Meio-Dia, em que trouxe novas e assustadoras informações sobre a investigação.

Segundo o relato da avó, um dos homens presos pela Polícia Civil já teria um novo alvo na comunidade e mantinha um ambiente dedicado a rituais macabros dentro da própria casa. “Não tem que soltar, porque se soltar vai fazer mais vítimas. Ele já tinha outra criança para pegar, outra menina lá da comunidade. Tinha o nome das crianças que ele ia pegar no boneco de vodu”, afirmou, com a voz embargada.

Ritual e horror em Pernambuco

As declarações reforçam uma das linhas de investigação da polícia: a de que Esther possa ter sido morta em meio a um ritual de cunho espiritual. De acordo com informações da TV Jornal, dentro da residência onde o corpo da menina foi encontrado havia um quarto preparado para práticas de feitiçaria, com objetos, símbolos e anotações suspeitas.

Os investigadores estão analisando todos os materiais recolhidos no local para tentar entender se a morte da criança está ligada a algum tipo de seita ou crença esotérica. Até o momento, a polícia não descarta nenhuma hipótese.

Prisão dos suspeitos

Dois homens estão presos preventivamente pelo caso: Fernando Santos de Brito, de 27 anos, e Fabiano Rodrigues de Lima, de 31. Eles foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver e tiveram a prisão convertida pela Justiça de Pernambuco na última quarta-feira (22).

De acordo com as autoridades, a dupla morava há cerca de seis meses na casa onde o corpo de Esther foi localizado. O proprietário do imóvel prestou depoimento, mas foi liberado por não haver indícios de envolvimento. Os pais da vítima também já foram ouvidos pela polícia.

A avó de Esther contou que os vizinhos da comunidade já desconfiavam do comportamento dos suspeitos. “Eles viviam trancados, não deixavam ninguém entrar. Tinha um cheiro estranho, como se estivessem queimando coisa lá dentro”, relatou.

Laudo aponta traumatismo craniano

O laudo médico confirmou que a causa da morte da menina foi traumatismo cranioencefálico, provocado por uma forte pancada na cabeça. O corpo foi encontrado dentro de uma cacimba, próximo à residência dos suspeitos.

Próximo ao local, os agentes localizaram preservativos e uma caixa de achocolatado, que, segundo os peritos, pode ter sido usada para acalmar a vítima antes do crime. As análises laboratoriais ainda vão determinar se houve violência sexual.

Comoção e indignação

Nas redes sociais, o caso mobilizou uma onda de revolta e pedidos por Justiça. Moradores da região realizaram uma pequena vigília com velas e cartazes em homenagem à menina. “Queremos Justiça pela Esther e por todas as crianças que sofrem caladas”, dizia uma das faixas.

A Polícia Civil de Pernambuco segue investigando o caso com o apoio do Instituto de Criminalística (IC) e promete divulgar, nos próximos dias, mais detalhes sobre os exames periciais.

Enquanto o país tenta entender a brutalidade do crime, a avó de Esther deixou um apelo emocionado:

“Eu só quero Justiça. Que a minha netinha descanse em paz e que esses monstros nunca mais possam fazer mal a nenhuma criança.”

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