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Justiça determina internação de filho de 14 anos de Susana Gravato em centro educativo por três meses

Em um episódio que abalou profundamente a pequena comunidade de Vagueira, no concelho de Vagos, Portugal, um caso doméstico terminou de forma trágica e levantou discussões urgentes sobre segurança familiar, responsabilidade no acesso a armas de fogo e saúde mental entre adolescentes. O episódio, ocorrido na tarde de terça-feira, 21 de outubro, expôs de forma dolorosa como situações familiares podem se transformar em tragédias irreversíveis.

A vereadora Susana Gravato, de 49 anos, foi morta dentro de casa, atingida por um disparo de arma de fogo. Segundo informações preliminares da Polícia Judiciária (PJ), o principal suspeito do crime é seu próprio filho de 14 anos, que foi detido para averiguação. A arma usada no disparo pertencia ao pai do adolescente e estava guardada na residência da família. A perícia identificou vestígios relevantes no local, que agora integram o inquérito conduzido pelo Departamento de Investigação Criminal de Aveiro.

O corpo de Susana foi encontrado pelo marido já em paragem cardiorrespiratória. Ele acionou os serviços de emergência imediatamente, mas, apesar das tentativas de reanimação, a vereadora não resistiu aos ferimentos. O adolescente foi levado sob custódia e deverá ser submetido ao primeiro interrogatório judicial nos próximos dias, conforme os trâmites legais da Comarca de Aveiro. A investigação segue em sigilo, e as autoridades buscam determinar a motivação e a sequência exata dos acontecimentos.

Nascida em 8 de março de 1976, Susana Gravato era jurista de formação e residia na Gafanha da Vagueira desde a infância. Reconhecida pela atuação comprometida e empática, ela estava em seu segundo mandato como vereadora e era amplamente respeitada pela dedicação às causas sociais e ao desenvolvimento local. A notícia de sua morte causou grande comoção entre colegas da Câmara Municipal, amigos e moradores, que prestaram homenagens nas redes sociais e nas ruas da cidade.

Além da dor e do luto, o caso reacendeu debates sobre prevenção de tragédias domésticas, especialmente no que diz respeito à posse e guarda de armas de fogo. Especialistas e organizações de segurança destacam que o armazenamento inadequado é uma das principais causas de acidentes e crimes envolvendo menores de idade. O episódio também trouxe à tona discussões sobre a importância do acompanhamento psicológico de jovens, sobretudo em períodos de instabilidade emocional e familiar.

Enquanto a Polícia Judiciária realiza os exames periciais e elabora os laudos técnicos que fundamentarão o processo, a comunidade de Vagueira tenta compreender e processar a perda de uma figura pública admirada. A tragédia serviu como um lembrete doloroso de que a violência doméstica e o acesso a armas continuam sendo desafios presentes mesmo em comunidades pacíficas.

O município decretou luto oficial de três dias, e a Câmara Municipal divulgou uma nota expressando “profunda tristeza pela partida precoce de uma mulher exemplar, mãe dedicada e servidora pública incansável”. A população local, ainda em choque, espera que a investigação traga clareza e que a tragédia de Susana Gravato inspire ações concretas de prevenção e segurança familiar.

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