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Padre quebra o silêncio após fiel ser flagrada no banheiro de seu quarto

O padre Luciano Braga Simplício, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Nova Maringá (MT), tornou-se o centro de uma grande polêmica nas redes sociais após a divulgação de um vídeo controverso que o envolve em uma suposta relação íntima com uma fiel. O registro, que rapidamente viralizou, mostra o momento em que uma mulher é flagrada pelo próprio noivo escondida no banheiro do quarto do religioso, gerando suspeitas e comentários em toda a comunidade local.

Diante da repercussão, o padre decidiu se pronunciar publicamente. Em um áudio que circula nas redes sociais, Luciano classificou o episódio como um “mal-entendido” e negou qualquer tipo de envolvimento sexual com a mulher. Segundo ele, a fiel havia pedido abrigo por motivos de segurança e apenas pernoitou na casa paroquial, sem que houvesse nenhuma atitude imprópria.

“Quando eu estava tomando banho, ouvi ela gritando ‘Tem gente, tem gente’. O pessoal já estava bravo, querendo falar comigo. Não teve nada”, explicou o padre, em tom de desabafo. Ele afirmou ainda que a mulher teria se escondido por medo de ser vista, já que, de acordo com seu relato, ela havia sido assaltada recentemente e estava abalada. “Eram 23h e pouco, e ela ficou com medo de sair. O que aconteceu foi uma coincidência infeliz”, completou.

Apesar das explicações, o caso causou forte repercussão em Nova Maringá, cidade de pouco mais de 7 mil habitantes. Fiéis e moradores se dividiram entre aqueles que acreditam na inocência do religioso e os que exigem esclarecimentos mais detalhados. Em grupos locais de WhatsApp e perfis no Facebook, o assunto se tornou o mais comentado da semana, com muitas pessoas pedindo cautela antes de tirar conclusões precipitadas.

Em meio às especulações, a Diocese de Diamantino, à qual pertence a paróquia de padre Luciano, divulgou uma nota oficial confirmando a abertura de uma investigação interna para apurar os fatos. O comunicado destaca que o caso está sendo tratado com “seriedade e prudência”, conforme o protocolo da Igreja Católica.

“Comunicamos que, tendo em vista o bem da Igreja e do povo de Deus, todas as medidas canônicas previstas já estão sendo devidamente tomadas. Pedimos a compreensão e a oração de todos”, diz o texto divulgado pela Diocese.

Fontes próximas à comunidade afirmam que o padre segue exercendo suas funções religiosas, mas com atividades restritas enquanto a apuração estiver em curso. A decisão visa preservar tanto o sacerdote quanto os fiéis de maiores constrangimentos.

Enquanto isso, o vídeo e os áudios continuam circulando nas redes, o que tem levado a Diocese a reforçar pedidos de respeito e cautela para evitar julgamentos públicos antecipados. Especialistas em direito canônico lembram que, nesses casos, a investigação interna é obrigatória e pode resultar em diferentes medidas disciplinares, dependendo das conclusões obtidas.

A situação ainda está sob análise, e a Diocese prometeu divulgar novas informações assim que o processo for concluído. Por ora, a comunidade de Nova Maringá aguarda com expectativa o desfecho do caso, dividido entre a surpresa e o apoio a um padre que, até então, era conhecido pela atuação ativa e pelo trabalho social junto aos mais pobres.
 

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