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Saiba quem encontrou corpo de menino desaparecido há 5 dias no Paraná; polícia se pronuncia

A cidade de Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, viveu um dos dias mais tristes de sua história nesta terça-feira (14), com a confirmação da morte do menino Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos. O corpo da criança, que estava desaparecida havia cinco dias, foi encontrado por um pescador em um trecho do rio Tibagi, localizado a aproximadamente 500 metros da casa da família.

A confirmação foi feita pela Polícia Militar e pela Prefeitura de Tibagi, que decretou luto oficial em solidariedade à família. O caso causou comoção em toda a região, mobilizando equipes de resgate, autoridades e centenas de voluntários que se uniram nas buscas desde o desaparecimento, ocorrido na última quinta-feira (9).

O desaparecimento e as buscas

De acordo com informações da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros, Arthur foi visto pela última vez dentro de casa, na manhã de quinta-feira. Poucas horas depois, familiares notaram seu desaparecimento e acionaram as autoridades. Durante as primeiras buscas, uma mamadeira pertencente ao menino foi encontrada às margens do rio, a cerca de 500 metros da residência, o que levantou a suspeita de que ele pudesse ter caído na água.

A partir daí, teve início uma operação de grandes proporções. As equipes utilizaram drones, sonar, cães farejadores e mergulhadores para tentar localizar o menino. Voluntários da cidade também se juntaram aos esforços, vasculhando áreas próximas ao rio e fazendo vigílias noturnas. As redes sociais se encheram de mensagens de esperança e pedidos de oração pelo reencontro de Arthur com a família.

O encontro comovente

Após cinco dias de buscas intensas, o desfecho veio no início da tarde de terça-feira. Um pescador, que estava na beira do rio, encontrou o corpo do menino. Segundo informações repassadas ao programa Balanço Geral, da Ric TV, afiliada da Record, o homem afirmou que estava ajoelhado, rezando, quando o corpo emergiu das águas, em um episódio que muitos consideraram de natureza sobrenatural.

Imediatamente, o pescador chamou os bombeiros, que confirmaram se tratar do corpo de Arthur. O local onde o corpo foi encontrado fica a cerca de 20 metros do ponto onde a mamadeira havia sido localizada no primeiro dia das buscas. As autoridades destacaram que, devido às condições em que o corpo foi encontrado, não foi possível uma análise detalhada no momento, e o menino foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa para necropsia.

Investigações continuam

A Polícia Civil de Tibagi, sob a coordenação do delegado Guilherme Barbosa de Lima, continua investigando as circunstâncias da morte. Duas hipóteses principais são consideradas: um afogamento acidental, no qual Arthur teria saído de casa sem ser percebido e caído no rio, ou a possibilidade de envolvimento de terceiros, o que poderia caracterizar um crime.

A polícia trabalha na coleta de vestígios biológicos e na análise de imagens de câmeras de segurança instaladas nas redondezas. O delegado afirmou que nenhuma linha de investigação será descartada até que os laudos periciais estejam concluídos.

Em nota, a Polícia Militar informou que “as condições do corpo não permitiam uma avaliação detalhada no local”, reforçando a importância dos exames técnicos para determinar a causa exata da morte.

Luto e solidariedade

Logo após a confirmação do falecimento, a Prefeitura de Tibagi divulgou uma nota oficial lamentando a morte de Arthur e prestando solidariedade à família e aos amigos. “Toda a cidade está de luto. A perda de uma criança é uma dor imensurável. Nossos pensamentos e orações estão com os familiares”, diz um trecho do comunicado.

A tragédia comoveu profundamente a população. Nas redes sociais, moradores e voluntários que participaram das buscas prestaram homenagens ao menino. Igrejas locais organizaram vigílias e momentos de oração em memória de Arthur, que era conhecido pela alegria e carinho com que encantava a todos ao seu redor.

Conclusão

O caso de Arthur da Rosa Carneiro continua sendo investigado com rigor pelas autoridades. Enquanto os laudos periciais não são divulgados, a cidade de Tibagi tenta se reerguer após dias de aflição e tristeza. O episódio reforça a importância da vigilância, da solidariedade comunitária e da fé — elementos que, mesmo em meio à dor, mostraram a união e a empatia de uma população inteira em torno de uma mesma esperança: a de encontrar o pequeno Arthur, que agora descansa em paz.

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