Polícia trás nova informação após coletar material genético dos pais de menino desaparecido

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) confirmou nesta segunda-feira (13) que coletou material genético dos pais de Arthur da Rosa Carneiro, o menino de dois anos que está desaparecido desde a última quinta-feira (9) em Tibagi, na região dos Campos Gerais. A medida faz parte de uma nova etapa das investigações, que seguem em ritmo intenso e com prioridade máxima.
Segundo a corporação, o material genético será encaminhado à Polícia Científica, que fará o confronto com eventuais vestígios biológicos encontrados durante as buscas. A coleta, segundo os investigadores, é um procedimento padrão em casos de desaparecimento, permitindo maior precisão nas análises laboratoriais e ampliando as chances de localizar a criança.
Em nota, a PCPR informou que “foi realizada a coleta de material genético dos pais de Arthur para confronto com vestígios biológicos que possam ter relação com o caso”. O trabalho conta com o apoio do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), que desde o início acompanha as diligências e auxilia a delegacia local.
Câmeras e celulares sob análise
Paralelamente aos exames, a polícia realiza um minucioso levantamento de imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da residência onde Arthur morava com a mãe e os irmãos. O objetivo é identificar qualquer movimentação suspeita entre a noite de quarta-feira (8) e a madrugada de quinta (9), período em que o menino desapareceu.
Familiares, vizinhos e pessoas que frequentam a região já foram ouvidos em depoimento, e celulares foram apreendidos para perícia. Todo o material coletado está sendo analisado em regime de urgência pela Polícia Científica, que busca traços de DNA, digitais ou outros indícios que possam esclarecer o caso.
Enquanto isso, o Corpo de Bombeiros segue com as buscas na área rural de Tibagi, com foco na região onde uma mamadeira que pertenceria ao menino foi encontrada. O objeto foi localizado a cerca de 500 metros da casa da família, próximo ao rio Tibagi — local de vegetação densa e difícil acesso.
As equipes contam com drones equipados com câmeras térmicas, mergulhadores, cães farejadores e o apoio do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), especializado em resgates complexos. Os bombeiros também utilizam sonares subaquáticos para varredura do leito do rio, na tentativa de detectar qualquer pista sobre o paradeiro da criança.
Comunidade em vigília
A cidade de Tibagi permanece tomada pela angústia e solidariedade. Desde o desaparecimento, moradores têm se mobilizado em mutirões de busca e vigílias, enquanto a imagem de Arthur se espalha pelas redes sociais e aplicativos de mensagens. O caso também foi incluído no sistema Alerta Amber, que amplia a divulgação de desaparecimentos em plataformas da Meta (Facebook e Instagram), alcançando usuários em um raio de até 160 quilômetros.
A Polícia Civil reforçou que todas as hipóteses seguem sendo investigadas, sem descartar nenhuma linha de apuração. “O caso está sob prioridade máxima e cada novo dado é verificado com rigor técnico”, destacou a corporação.
Qualquer informação que possa contribuir com as investigações pode ser repassada de forma anônima pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) ou 181 (Disque-Denúncia).
Enquanto as equipes continuam o trabalho incessante, uma cidade inteira segue unida em um só desejo: encontrar Arthur e trazê-lo de volta para casa em segurança.



