Pescador que encontrou corpo do menino Arthur faz relato sobrenatural

O programa Balanço Geral, da RIC TV — afiliada da Record no Paraná — trouxe nesta terça-feira (14) um desfecho doloroso para o caso que comoveu Tibagi e toda a região dos Campos Gerais. Após seis dias de buscas incansáveis, o corpo do pequeno Arthur da Rosa, de apenas dois anos, foi encontrado no Rio Tibagi. O menino estava desaparecido desde a última quinta-feira (9), quando sua mãe percebeu que ele não estava mais em casa.
De acordo com o repórter Daniel Petroski, que acompanhou de perto as operações de resgate, o momento da descoberta foi marcado por emoção e incredulidade. Um pescador, que participava das buscas de forma voluntária, estava à beira do rio, ajoelhado, rezando, quando algo inesperado aconteceu. “Ele estava em silêncio, pedindo a Deus para que encontrassem o menino. Foi nesse instante que o corpo submergiu, bem diante dele. Um momento que ninguém vai esquecer”, relatou Petroski ao vivo. O homem, tomado pelo choque, gritou por socorro, chamando imediatamente os bombeiros que estavam nas proximidades.
Logo após a localização, o corpo foi retirado da água com o apoio do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. O pequeno Arthur será encaminhado para o Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa, onde passará por necropsia. Somente o laudo oficial poderá apontar a causa exata da morte, esclarecendo se houve afogamento acidental ou se outras circunstâncias estiveram envolvidas.
A Polícia Civil de Tibagi, sob a coordenação do delegado Guilherme Barbosa de Lima, conduz a investigação com cautela e discrição. O delegado confirmou que nenhuma hipótese está descartada. Equipes especializadas já recolheram vestígios biológicos na região e analisam imagens de câmeras de segurança próximas à casa da família. “Estamos trabalhando com todas as linhas possíveis, respeitando o tempo das perícias e da dor da família”, afirmou Barbosa de Lima em entrevista à imprensa local.
Desde o desaparecimento de Arthur, a comunidade de Tibagi se uniu em uma grande corrente de solidariedade. Moradores organizaram vigílias, orações e mutirões de busca que percorreram matas, trilhas e margens do rio. O caso mobilizou não apenas os vizinhos, mas também voluntários de outras cidades da região, que se deslocaram para ajudar nas buscas.
Com a confirmação da morte, a cidade amanheceu em silêncio. Na porta da casa da família, vizinhos deixaram flores, velas e brinquedos, em um gesto de carinho e despedida. Nas redes sociais, centenas de mensagens expressaram tristeza e indignação, além de pedidos de conforto à família. “Tibagi está de luto. Que Deus receba o pequeno Arthur e dê força a todos que lutaram por ele”, escreveu uma moradora em uma publicação que rapidamente se espalhou.
Agora, enquanto a polícia tenta compreender o que realmente aconteceu, resta à cidade lidar com o vazio deixado pela partida de uma criança que, mesmo em tão pouco tempo de vida, uniu uma comunidade inteira em fé e esperança. A dor é profunda, mas o nome de Arthur da Rosa permanecerá como símbolo da inocência e da solidariedade que emergiram, mesmo diante da tragédia.



