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O pescador falou sobre o momento em que encontrou o corpo de Arthur da Rosa Carneiro.

O caso do desaparecimento e da trágica morte do menino Arthur da Rosa Carneiro comoveu o Paraná e ganhou repercussão nacional, especialmente após o relato emocionante e, para muitos, sobrenatural do pescador que encontrou o corpo da criança. Arthur, de apenas dois anos, havia desaparecido na quinta-feira, dia 9 de outubro, em Tibagi, no interior do estado. Desde então, uma grande mobilização tomou conta da cidade. Moradores, voluntários, equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil uniram esforços em buscas que se estenderam por seis dias, marcados por angústia, orações e esperança.

Na manhã de terça-feira, dia 14, o desfecho triste foi confirmado. O corpo do menino foi localizado no rio Tibagi, encerrando a expectativa de que pudesse ser encontrado com vida. O que mais chamou a atenção, contudo, foi o relato do pescador responsável por encontrar o corpo. Segundo informações divulgadas pelo programa Balanço Geral, da Ric TV, afiliada da Record no Paraná, o homem contou que, naquele momento, estava ajoelhado próximo à margem do rio, rezando. Enquanto fazia sua prece, o corpo de Arthur teria emergido das águas, como se fosse uma resposta ao seu clamor. O pescador, tomado pela emoção, imediatamente chamou os bombeiros, que confirmaram a descoberta. O episódio foi descrito por ele como um momento de fé e mistério, o que levou muitas pessoas a considerarem o ocorrido um sinal divino.

O repórter Daniel Petroski, que acompanhou o caso desde o início, relatou que o pescador estava profundamente comovido e ainda abalado com a cena. Ele explicou que o homem havia se juntado às buscas como voluntário, motivado pela solidariedade e pela tristeza coletiva que se instalou na comunidade. Segundo Petroski, o pescador afirmou que, enquanto rezava, pediu a Deus que mostrasse onde estava o menino para que a família pudesse, ao menos, ter uma resposta. Minutos depois, a água começou a se mover e o corpo apareceu à superfície. Para muitos moradores de Tibagi, esse relato fortaleceu a fé e o sentimento de que, mesmo na dor, houve uma intervenção espiritual para que Arthur fosse encontrado.

Após o resgate, o corpo foi levado para a cidade de Ponta Grossa, onde passará por necropsia. O exame será fundamental para determinar a causa da morte e esclarecer se o caso se trata de um afogamento acidental ou se há indícios de outro tipo de ocorrência. A Polícia Civil de Tibagi, sob a responsabilidade do delegado Guilherme Barbosa de Lima, conduz as investigações e afirmou que nenhuma hipótese está descartada até o momento. A equipe trabalha com cautela e analisa todas as possibilidades, inclusive a de envolvimento de terceiros. Para isso, os investigadores recolheram vestígios biológicos e estão analisando imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da casa onde Arthur vivia com a família.

Desde o desaparecimento, a cidade viveu dias de intensa mobilização. Foram realizadas vigílias, correntes de oração e campanhas de solidariedade. A mãe do menino fez vários apelos emocionados por notícias, e vizinhos organizaram mutirões para vasculhar áreas de mata e margens do rio. O desaparecimento de uma criança tão pequena abalou profundamente a comunidade, que se manteve unida na esperança de um final feliz. Infelizmente, a confirmação da morte de Arthur transformou essa esperança em luto coletivo.

A notícia de que o corpo havia sido encontrado espalhou-se rapidamente, provocando uma onda de tristeza e consternação. Amigos, familiares e moradores da região se reuniram em frente à casa da família para prestar apoio e conforto. Mensagens de solidariedade inundaram as redes sociais, e muitas pessoas destacaram a fé do pescador e o simbolismo de seu relato. A história comoveu não apenas pela perda, mas também pelo gesto de humanidade e pela força espiritual demonstrada naquele momento.

Enquanto o laudo pericial não é concluído, o caso segue sob investigação. As autoridades pedem prudência e respeito à dor da família, que agora enfrenta o momento mais difícil de suas vidas. O episódio reforça a importância da união da comunidade em situações de tragédia e o papel fundamental da fé como consolo diante do sofrimento. Para Tibagi, o nome de Arthur da Rosa Carneiro ficará marcado não apenas pela dor de sua partida precoce, mas também pela lembrança de um menino que mobilizou corações e despertou um sentimento profundo de compaixão e solidariedade.

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