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Matheus Furlan deu notícia ao vivo sobre o menino de 2 anos que estava desaparecido no Paraná.

O apresentador Matheus Furlan, da Record TV, viveu um dos momentos mais emocionantes de sua carreira ao noticiar, ao vivo, a confirmação da morte do menino Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos, que estava desaparecido havia seis dias em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná. A notícia, transmitida durante o programa Balanço Geral Curitiba, pegou o jornalista de surpresa e emocionou a equipe e o público.

Durante a edição, Furlan demonstrou visível abalo ao receber a atualização sobre o caso que vinha sendo acompanhado de perto pela emissora. “Quando o assunto é o Arthur, nós trouxemos muitas coisas aqui…”, iniciou o apresentador, em tom emocionado, antes de interromper a fala por alguns segundos. Em seguida, ele anunciou a informação que confirmava o desfecho trágico das buscas. “Essa notícia… É ao vivo o programa, isso me pega de surpresa. Parece que a notícia não é boa”, declarou, com a voz embargada, antes de chamar o repórter Daniel Petroski, que estava em Tibagi acompanhando as equipes de resgate.

O corpo de Arthur foi encontrado na tarde desta terça-feira (14) por um pescador, às margens do Rio Tibagi, encerrando as operações que mobilizaram bombeiros, policiais e voluntários desde a última quinta-feira (9). O menino desapareceu de dentro de casa, enquanto a mãe dormia, e não foi mais visto. As autoridades confirmaram que o corpo foi localizado em um ponto do rio a cerca de 20 metros do local onde uma mamadeira da criança havia sido encontrada no primeiro dia das buscas.

O Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar do Paraná confirmaram a identidade da vítima e informaram que as condições do corpo exigem uma análise técnica para determinar a causa da morte. O Instituto Médico-Legal de Ponta Grossa será responsável pela necropsia, que deve apontar se houve sinais de violência ou se o caso foi um afogamento acidental. Até o momento, a Polícia Científica não divulgou detalhes sobre os vestígios recolhidos no local, e a Polícia Civil de Tibagi mantém a investigação em andamento, sem descartar nenhuma hipótese.

O caso comoveu a cidade de Tibagi e todo o estado do Paraná. Desde o desaparecimento, a comunidade se mobilizou em correntes de oração, vigílias e buscas voluntárias. Amigos, vizinhos e familiares se uniram em torno da esperança de encontrar o menino com vida. No entanto, a notícia de sua morte gerou uma onda de tristeza e consternação, especialmente por se tratar de uma criança tão pequena.

A comoção se estendeu também aos profissionais de imprensa que acompanharam o caso. Durante a transmissão do Balanço Geral, Matheus Furlan tentou manter a postura jornalística, mas deixou transparecer a emoção e o impacto de noticiar um fato tão delicado. O apresentador destacou o envolvimento da equipe da Record na cobertura e a expectativa que havia entre os jornalistas e o público por um desfecho positivo. “Nós estávamos todos na torcida, acompanhando cada dia de busca, cada informação que chegava… É uma perda que toca o coração de todos nós”, disse Furlan após a confirmação.

O pescador que localizou o corpo de Arthur também relatou um momento que chamou atenção. Segundo ele, estava ajoelhado e rezando na beira do rio quando viu o corpo da criança emergir das águas, o que muitos interpretaram como um episódio de natureza espiritual. O relato foi compartilhado ao vivo pelo repórter Daniel Petroski, que também se emocionou durante a cobertura.

O corpo de Arthur foi resgatado e encaminhado para os exames periciais. De acordo com as autoridades, a necropsia deve ser concluída nos próximos dias e será fundamental para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado responsável pelo caso, Guilherme Barbosa de Lima, afirmou que a polícia trabalha com todas as linhas de investigação, incluindo a possibilidade de um acidente doméstico ou de envolvimento de terceiros.

Em nota oficial, a Prefeitura de Tibagi lamentou profundamente a morte do menino e declarou luto oficial no município. A administração municipal manifestou solidariedade à família e destacou o esforço conjunto da população e das equipes de resgate. A tragédia abalou o cotidiano da cidade e reforçou o sentimento de união entre os moradores, que acompanharam cada etapa das buscas com fé e esperança.

A história de Arthur da Rosa Carneiro ficará marcada pela comoção que gerou em todo o Paraná. A cobertura do caso, conduzida por veículos como a Record, evidenciou a sensibilidade da imprensa diante de situações que ultrapassam o campo jornalístico e tocam diretamente o emocional de quem relata e de quem assiste. Para Matheus Furlan e muitos outros que acompanharam a jornada de buscas, a morte do menino é uma lembrança dolorosa da fragilidade da vida e da importância da empatia diante da dor alheia.

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