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Corpo de menino desaparecido é encontrado em rio e delegado traz informações: ‘vestígios biológicos’

O desaparecimento e a morte do pequeno Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos, causaram grande comoção na cidade de Tibagi, localizada na região dos Campos Gerais, no Paraná. O corpo da criança foi encontrado nesta terça-feira, 14 de outubro de 2025, nas margens do Rio Tibagi, por um pescador que imediatamente acionou as autoridades. A confirmação do achado foi feita pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Militar, que desde o desaparecimento vinham coordenando uma ampla operação de buscas. Arthur estava desaparecido desde a manhã da última quinta-feira, dia 9, quando foi notado que não se encontrava mais em casa.

De acordo com informações da Polícia Militar, o corpo foi localizado em um ponto do rio muito próximo ao local onde, dias antes, havia sido encontrada uma mamadeira que pertencia à criança. O objeto foi achado a cerca de 500 metros da residência da família, e o corpo, segundo os bombeiros, estava cerca de 20 metros adiante, preso em galhos na margem. A área é de difícil acesso, com vegetação densa e correnteza moderada, o que dificultou as buscas. Desde o momento do desaparecimento, equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, da Polícia Civil, do Samu e dezenas de voluntários da própria comunidade se mobilizaram para tentar encontrar o menino. Cães farejadores e drones também foram utilizados na tentativa de rastrear sinais da criança.

A Polícia Civil do Paraná está à frente da investigação e, até o momento, não descarta nenhuma hipótese sobre o que pode ter acontecido. O delegado responsável pelo caso, Guilherme Barbosa de Lima, afirmou que as autoridades estão trabalhando com todas as possibilidades, desde um acidente até a eventual participação de terceiros. O corpo do menino foi encaminhado para o Instituto Médico Legal, onde passará por exames periciais que devem indicar se houve sinais de violência ou se a morte foi causada por afogamento. O delegado informou ainda que “vestígios biológicos” foram recolhidos durante as buscas e enviados para análise laboratorial, a fim de verificar se pertencem à vítima.

Os familiares relataram que o desaparecimento foi notado logo nas primeiras horas da manhã. A mãe contou que, ao acordar, percebeu que Arthur não estava mais no quarto e iniciou uma busca imediata pela casa e arredores. A residência da família fica próxima a uma área de mata e às margens do Rio Tibagi, o que reforça a possibilidade de que o menino tenha se aproximado da água e se acidentado. Vizinhos e parentes começaram as buscas antes mesmo da chegada da polícia, mobilizando a comunidade local. Muitos moradores, sensibilizados com a situação, ofereceram ajuda de forma voluntária, fornecendo alimentos, combustível e embarcações para apoiar as equipes de resgate.

O caso ganhou repercussão nas redes sociais e mobilizou todo o município. Imagens de câmeras de segurança das redondezas foram recolhidas pela Polícia Civil e estão sendo analisadas, com o objetivo de entender o trajeto percorrido pela criança e identificar qualquer movimentação suspeita nas proximidades da casa no momento do desaparecimento. O Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), da Polícia Civil, foi acionado para prestar apoio técnico e especializado na apuração.

A comoção da comunidade é evidente. Moradores de Tibagi relataram tristeza e consternação com o desfecho do caso. Muitos acompanharam as buscas desde o início, mantendo esperança de encontrar o menino com vida. Após a confirmação da morte, foram deixadas flores e brinquedos próximos ao local onde o corpo foi encontrado, como forma de homenagem. A prefeitura do município emitiu nota lamentando profundamente o ocorrido e prestando solidariedade à família.

Enquanto o resultado dos laudos periciais não é divulgado, as autoridades seguem colhendo depoimentos e reunindo informações para entender as circunstâncias que levaram à morte do pequeno Arthur. O delegado Guilherme Barbosa reiterou que a investigação será conduzida com rigor e transparência. “Estamos tratando o caso com toda a seriedade necessária. Não há, neste momento, uma conclusão definitiva sobre o que ocorreu, e todas as linhas de investigação permanecem abertas”, declarou.

A tragédia deixa uma cidade inteira abalada e uma família em luto. O caso serve como alerta para os perigos que rondam áreas próximas a rios e matas, principalmente para famílias com crianças pequenas. O desfecho trágico de Arthur da Rosa Carneiro, que com apenas dois anos teve a vida interrompida de forma tão precoce, comoveu o Paraná e o país, despertando reflexões sobre segurança, vigilância infantil e o papel das comunidades em situações de emergência.

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