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Policial morre após ser baleado em assalto, cena deixa todos em choque

Uma caminhada de fé terminou em tragédia na madrugada deste domingo (13), quando o soldado Luiz Guilherme Crispim de Oliveira, de 30 anos, foi baleado e morto durante um assalto enquanto seguia em romaria rumo à cidade de Aparecida (SP). O crime ocorreu na altura do km 56 da rodovia Presidente Dutra, no município de Lorena, a cerca de 20 quilômetros do Santuário Nacional, destino tradicional de milhares de fiéis nesta época do ano. O caso, que chocou a população e colegas de farda, está sendo investigado como latrocínio — roubo seguido de morte.

Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o policial militar caminhava junto a um grupo de romeiros quando foi surpreendido por criminosos armados. Os assaltantes teriam anunciado o roubo e, durante a ação, efetuaram um disparo que atingiu o peito do soldado, que estava de folga e participava da peregrinação como devoto. Mesmo socorrido rapidamente por outros participantes, Luiz Guilherme não resistiu ao ferimento e morreu ainda no local. O autor do disparo fugiu e segue foragido.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou, em nota oficial, que a Polícia Civil realiza diligências intensivas para identificar e prender os responsáveis. “Ao chegarem ao local, os agentes constataram que os suspeitos haviam fugido. Equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar seguem em campo para localizar os criminosos e esclarecer todas as circunstâncias do ocorrido”, diz o comunicado. O caso foi registrado na Delegacia de Lorena e mobiliza a Divisão de Investigações Criminais (Deic) do Vale do Paraíba.

Colegas de profissão lamentaram profundamente a morte do soldado, que era descrito como um policial dedicado, respeitoso e muito religioso. Em redes sociais, dezenas de mensagens prestaram homenagens e manifestaram indignação diante da violência. “Um guerreiro que sempre serviu com honra. Foi tragado pela criminalidade que enfrentava todos os dias para proteger os outros”, escreveu um companheiro de batalhão. O comando da Polícia Militar divulgou nota de pesar e ofereceu apoio psicológico à família.

A morte de Luiz Guilherme ocorre em um contexto preocupante: o crescimento de assaltos e furtos nas margens da Dutra, especialmente em trechos próximos a cidades pequenas e áreas rurais. Moradores da região afirmam que peregrinos têm se tornado alvos frequentes de criminosos, que aproveitam a movimentação durante o período das romarias para praticar roubos. “Infelizmente, a fé das pessoas tem sido usada como oportunidade por bandidos. É revoltante”, relatou um comerciante local.

Autoridades locais pedem reforço urgente no policiamento da rodovia, que é um dos principais corredores de peregrinação religiosa do país, especialmente nas semanas que antecedem o feriado de Nossa Senhora Aparecida, celebrado no dia 12 de outubro. Milhares de pessoas seguem a pé em direção ao santuário, vindas de diferentes regiões do estado e do país, em demonstração de fé. Para muitos, a tragédia com o policial é um alerta sobre a necessidade de maior segurança e estrutura para os romeiros.

A comunidade católica e os órgãos de segurança pública planejam realizar uma missa em homenagem ao soldado Luiz Guilherme no próximo fim de semana, em Aparecida. O evento deve reunir fiéis, policiais e familiares em um ato simbólico pela paz e contra a violência. Enquanto isso, as investigações seguem sob sigilo, e a SSP promete empenhar todos os esforços para identificar e prender o autor do disparo. A morte do jovem policial durante uma caminhada de fé reacende o debate sobre a insegurança nas estradas e o desafio de proteger quem apenas busca cumprir uma promessa — um retrato triste de um Brasil em que nem mesmo a devoção escapa da violência.

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