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Mãe de Arthur de 2 anos estava dormindo e percebeu o desaparecimento do filho ao acordar

O desaparecimento de Arthur da Rosa Carneiro, um menino de apenas dois anos, vem mobilizando a cidade de Tibagi, no Paraná, desde a manhã de quinta-feira, 9 de outubro de 2025. O caso chamou atenção pela idade do garoto e pelas circunstâncias em que ele sumiu: Arthur estava em casa com sua mãe, uma adolescente de apenas 15 anos, quando a jovem acordou e percebeu que o filho havia desaparecido. O episódio desencadeou uma série de buscas intensas e um grande clamor da comunidade local para que o menino seja encontrado com segurança.

Segundo informações divulgadas pela avó de Arthur, Rosa, as críticas direcionadas à família têm sido frequentes e dolorosas. Em entrevista ao Jornal Tibagi, ela falou sobre o desespero vivido pela família desde o desaparecimento e rebateu comentários maldosos que circulam nas redes sociais. Rosa enfatizou que, no momento do ocorrido, estava trabalhando e que, devido às regras do seu emprego, não podia usar o celular, portanto só ficou sabendo do desaparecimento de Arthur durante o almoço. “Todo mundo sabe que eu estava trabalhando na hora. Ficam criticando minha filha, mas isso poderia acontecer com qualquer um. Quem me conhece sabe o esforço que faço para cuidar da minha filha sozinha”, afirmou a avó.

A família também explicou que evita se expor publicamente devido ao abalo emocional intenso que estão enfrentando. Rosa destacou que, apesar das críticas, o foco da família permanece em localizar Arthur. “A gente não mostra muito o rosto porque estamos abatidos. Você mesmo vê, eu não como, não durmo, e as pessoas ficam falando mal se a gente dá uma entrevista. Todo mundo está sujeito a passar pela dor que estamos vivendo. Só Deus sabe a dor que estamos sentindo”, desabafou.

O caso mobilizou uma operação de busca ampla, envolvendo o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, a Polícia Científica, a Polícia Civil e o Grupo de Operações de Busca e Salvamento Terrestre de Curitiba. Drones equipados com câmeras térmicas, cães farejadores e até um sonar têm sido utilizados nas buscas. As autoridades trabalham com duas hipóteses principais: a possibilidade de Arthur ter se afogado no rio próximo à residência da família ou de ter se perdido em uma floresta nas proximidades. No primeiro dia de buscas, uma mamadeira do menino foi encontrada próxima ao rio, reforçando a preocupação das equipes de resgate.

Em seu desabafo, a avó de Arthur fez um apelo à população, pedindo empatia e compreensão diante da situação. “Peço para que as pessoas se coloquem no nosso lugar. A dor que estou sentindo é imensa, e a noite é ainda pior. Estamos vivendo momentos de grande sofrimento e só queremos que nosso filho seja encontrado”, disse Rosa, que relatou estar usando até três calmantes por dia para suportar a ansiedade e a aflição.

Rosa também defendeu a filha, mãe de Arthur, que tem enfrentado críticas pela forma como tem lidado com o desaparecimento do filho. Segundo a avó, a jovem sempre foi reservada e tende a guardar suas emoções para si. “Minha filha nunca foi de expressar sentimentos. Falar é fácil, mas não sabemos o que se passa na cabeça dos outros. Ela sempre cuidou bem de Arthur e de outros familiares em casa. Não critique!”, pediu.

Mesmo diante do drama, a família mantém a esperança de encontrar Arthur com vida. Rosa afirmou que a polícia já realizou buscas detalhadas na residência da família e que eles não têm nada a esconder. “Quero acreditar que ele esteja vivo. No coração, a esperança sempre permanece. A polícia já revistou tudo, e a nossa confiança está na busca incessante por nosso neto”, afirmou a avó.

O desaparecimento de Arthur reforça a importância da atenção redobrada com crianças pequenas, principalmente quando estão sob os cuidados de jovens mães ou em locais próximos a rios e áreas de mata. A comunidade local segue mobilizada, e cada informação recebida pode ser crucial para o desfecho desse caso angustiante.

Até o momento, o menino continua desaparecido, e as buscas prosseguem com o apoio das autoridades e da população. A expectativa da família, da polícia e da comunidade é que Arthur seja encontrado em segurança e possa retornar ao convívio familiar o mais breve possível.

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