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Casos Arthur: A equipe continua em busca do garoto por 4 dias, mas ainda sem respostas

O desaparecimento de Arthur da Rosa Carneiro, um menino de apenas 2 anos, tem comovido a população de Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, desde a manhã de quinta-feira, 9 de outubro de 2025. A criança foi vista pela última vez dentro de sua residência, uma casa simples situada em uma área rural próxima a uma extensa mata e ao Rio Tibagi, que serpenteia a cerca de 500 metros dali. De acordo com relatos da família, Arthur brincava normalmente quando, de repente, sumiu sem deixar rastros aparentes. A mãe, uma adolescente de 15 anos, e os demais parentes notaram a ausência logo em seguida, iniciando uma busca imediata pela casa e pelos arredores, mas sem sucesso inicial.

À tarde do mesmo dia, um indício alarmante surgiu: a mamadeira de Arthur, um objeto pessoal inconfundível que ele usava regularmente, foi encontrada às margens do Rio Tibagi por vizinhos que se juntaram às buscas. O achado, boiando na correnteza rasa, elevou o nível de angústia entre os familiares e as autoridades, sugerindo que o menino poderia ter se aventurado ou sido levado em direção à água. A descoberta não só direcionou as investigações, mas também mobilizou uma resposta rápida das forças de segurança locais, transformando o caso em uma operação de grande escala. A proximidade da casa com a mata e o rio, comum em regiões rurais como Tibagi, complicou o cenário, mas também serviu como ponto focal para as ações iniciais.

Imediatamente após o alerta, o Corpo de Bombeiros de Tibagi foi acionado, despachando quatro militares e um cão farejador para o local por volta das 11h30. A Polícia Militar, a Defesa Civil e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) se uniram à operação, enquanto voluntários da comunidade, incluindo amigos e vizinhos, formaram uma rede de apoio improvisada. O Conselho Tutelar também foi envolvido para avaliar a situação familiar, e a Polícia Científica iniciou perícias preliminares na residência e no rio. Essa coordenação inicial destacou a urgência do caso, com o objetivo de cobrir o terreno acidentado o mais rápido possível, evitando que pistas potenciais fossem perdidas no fluxo do tempo ou da água.

Na sexta-feira, 10 de outubro, as buscas ganharam reforços especializados, com a chegada de dois mergulhadores do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), vindos de Curitiba. Eles realizaram uma varredura subaquática de 300 metros em cada margem do ponto onde a mamadeira foi localizada, utilizando sonares e equipamentos de mergulho para sondar as profundezas do Rio Tibagi. Em paralelo, drones equipados com câmeras térmicas sobrevoaram a mata adjacente, capturando imagens noturnas e diurnas em busca de movimentos ou sinais de vida. Cães farejadores rastrearam trilhas olfativas a partir da casa, mas até o momento, nenhum vestígio adicional de Arthur foi encontrado, intensificando a pressão sobre as equipes.

A família de Arthur, ancorada pela avó materna, tem se manifestado publicamente, descartando a hipótese de um simples acidente e inclinando-se para a suspeita de um rapto. “Ele já se perdeu na mata antes, mas sempre gritava e era fácil achá-lo. Dessa vez, é diferente”, relatou a avó em entrevistas à imprensa local, ecoando o desespero coletivo. A mãe, ainda abalada, evita detalhes, mas reforça a crença de que alguém interferiu no destino do filho. Essa narrativa familiar ganhou tração nas redes sociais, onde o caso se espalhou rapidamente, gerando apelos por informações e solidariedade. Autoridades, no entanto, mantêm a investigação aberta a todas as possibilidades, sem confirmar ou negar cenários criminais, enquanto o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), da Polícia Civil, envia uma equipe de Curitiba para auxiliar nas diligências.

Quatro dias após o sumiço, as buscas prosseguem ininterruptas, com varreduras diárias no rio e na mata, agora ampliadas por uma nova pista perturbadora: vestígios de sangue encontrados em uma área de vegetação densa próxima ao rio, o que levou a uma nova mobilização da Polícia Civil na manhã de sábado, 11 de outubro. O caso foi incluído no sistema Amber Alert Brasil, uma ferramenta pioneira no Paraná que emite notificações urgentes em redes sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp para usuários em um raio de 160 km, alcançando milhares de potenciais testemunhas. Apesar do cansaço das equipes e da angústia crescente da comunidade, o compromisso com a elucidação permanece firme, com autoridades reiterando que qualquer informação, mesmo anônima, pode ser decisiva. A esperança de encontrar Arthur vivo persiste, mas o mistério que envolve sua mamadeira no rio continua a assombrar Tibagi, um lembrete doloroso da fragilidade da infância em meio à natureza indomada.

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