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Buscas por menino de dois anos que desapareceu em Tibagi entram no quinto dia

As buscas pelo menino Arthur da Rosa Carneiro, de apenas dois anos, que desapareceu no município de Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, completaram o quinto dia nesta segunda-feira (13). O desaparecimento do garoto foi registrado na manhã da última quinta-feira (9), quando ele brincava na área externa da casa em que mora com a família. Desde então, equipes de resgate vêm realizando uma operação intensa para tentar localizar a criança, envolvendo recursos humanos e tecnológicos avançados.

O alerta inicial para o sumiço de Arthur começou quando a mamadeira da criança foi encontrada próximo a um rio na região. Esse detalhe fez com que os órgãos de segurança considerassem a possibilidade de que o menino pudesse ter caído na água. Com isso, o Corpo de Bombeiros iniciou buscas minuciosas que incluem mergulhadores, cães farejadores, drones e equipamentos de sonar, procurando tanto na mata quanto nas margens do rio Tibagi, uma das áreas mais desafiadoras da operação.

De acordo com o capitão Ribeiro, do Corpo de Bombeiros, a mamadeira localizada nas margens do rio motivou buscas direcionadas com mergulhadores e equipes terrestres na mata. “Não descartamos a possibilidade de a criança ter caído no rio. Por isso, iniciamos mergulhos e também realizamos buscas na mata, além de avaliação com drones”, afirmou o oficial em entrevista. As condições climáticas, com chuvas frequentes nos últimos dias, complicaram ainda mais as operações, dificultando o acesso a algumas áreas e aumentando a urgência na localização do menino.

A família de Arthur está vivendo momentos de grande angústia e incerteza. A avó da criança relatou que o garoto já havia se perdido sozinho em meio à mata em ocasiões anteriores. “Esses dias eu achei ele no meio do mato. Ele senta e fica gritando”, contou ao repórter da Ric RECORD, Ricardo Vilches. No entanto, desta vez, a família acredita que o desaparecimento não foi acidental. Segundo a avó, alguém poderia ter levado Arthur. “Se ele tivesse descido para o rio, como gosta muito de água, ele iria direto para a beira. Ele gosta muito de brincar com água”, acrescentou.

O desaparecimento de Arthur mobilizou não apenas equipes locais, mas também reforços de Curitiba. O Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost) está auxiliando nas buscas, enquanto a Polícia Civil, por meio do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), analisa imagens de câmeras de videomonitoramento, além de coletar depoimentos de familiares e testemunhas para tentar reconstruir os últimos passos do menino.

Além da atuação das autoridades, o caso de Arthur foi inserido no Alerta Amber, um sistema de comunicação rápida que utiliza redes sociais e meios de comunicação para mobilizar a população na busca por crianças desaparecidas. A estratégia visa aumentar a chance de encontrar a criança com vida, permitindo que informações sobre possíveis avistamentos sejam recebidas e avaliadas em tempo real.

As autoridades reforçam que qualquer informação sobre o paradeiro de Arthur deve ser imediatamente comunicada. Os canais de contato disponíveis incluem o telefone 197 da Polícia Civil do Paraná (PCPR), 181 do Disque-Denúncia, 190 da Polícia Militar e (41) 3270-3350 do Sicride. O apelo é para que a população mantenha atenção redobrada, especialmente nas regiões próximas a rios, matas e áreas residenciais, que podem ser trajetórias do menino.

Enquanto as buscas seguem, a comunidade de Tibagi se mobiliza em apoio à família, acompanhando cada atualização com esperança de um desfecho positivo. O caso evidencia a importância de protocolos ágeis e recursos especializados em situações de desaparecimento infantil, lembrando que cada minuto é essencial para aumentar as chances de resgate seguro.

Até o momento, não houve novidades sobre o paradeiro de Arthur, e as equipes continuam trabalhando incansavelmente, enfrentando condições difíceis e terrenos complexos para tentar garantir o retorno seguro da criança ao convívio familiar. A tensão e a expectativa permanecem altas, refletindo a gravidade da situação e a urgência das buscas.

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