Buscas pelo menino Arthur da Rosa continuam na cidade de Tibagi, no Paraná

As buscas pelo menino Arthur da Rosa Carneiro, desaparecido há cinco dias na cidade de Tibagi, no interior do Paraná, continuam mobilizando equipes de resgate, familiares e moradores da região. O caso, que comoveu a população local e ganhou repercussão nacional, permanece sem novas pistas concretas, apesar do intenso trabalho das forças de segurança e voluntários.
Arthur desapareceu na última quinta-feira (9), nas proximidades de sua casa, em uma área rural do município. Segundo a família, o menino estava dentro de casa e, em questão de minutos, sumiu sem que ninguém percebesse. Desde então, uma verdadeira operação de busca foi montada, envolvendo o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, equipes de resgate voluntário, além de cães farejadores, drones e agora mergulhadores especializados.
No domingo (12), o trabalho das equipes ganhou o reforço do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), vindo de Curitiba. Os mergulhadores realizaram uma varredura detalhada em um trecho do rio próximo à casa da família, onde havia sido encontrada uma mamadeira pertencente a Arthur, cerca de 500 metros de distância da residência. Esse achado levantou a hipótese de que a criança pudesse ter caído na água, embora nenhuma evidência concreta confirme essa possibilidade até o momento.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, os mergulhadores percorreram aproximadamente 300 metros em cada margem do rio, utilizando equipamentos de ponta, como sonares e câmeras subaquáticas, para tentar localizar qualquer indício. Apesar dos esforços, a varredura não apresentou resultados significativos, e as buscas foram encerradas temporariamente às 18h30 de domingo, sem novas descobertas.
As condições climáticas têm representado um grande desafio para os profissionais envolvidos. As chuvas recentes aumentaram a turbidez da água, dificultando a visibilidade e tornando o trabalho dos mergulhadores ainda mais arriscado. Além disso, o terreno irregular e a vegetação densa da região exigem extrema cautela durante o deslocamento das equipes, especialmente nas áreas alagadas e de difícil acesso.
Mesmo diante das dificuldades, o espírito de cooperação e esperança tem sido um combustível importante para os envolvidos. Diversos moradores da cidade e de municípios vizinhos se uniram aos bombeiros e voluntários, ajudando nas buscas por terra, oferecendo alimentação e apoio logístico às equipes.
As operações continuarão nesta segunda-feira (13) com novas estratégias. A previsão é que os trabalhos sejam intensificados com sobrevoos de drones em áreas mais amplas e varreduras de superfície, aproveitando a melhora nas condições do tempo. O objetivo é tentar identificar qualquer movimentação ou vestígio que possa indicar o paradeiro de Arthur.
O desaparecimento também acionou o sistema Amber Alert, um protocolo nacional que amplia a divulgação de casos de desaparecimento de crianças. Nas redes sociais, milhares de pessoas têm compartilhado fotos e informações do menino, na esperança de que alguém possa reconhecer e ajudar nas investigações.
Enquanto isso, a família de Arthur vive dias de angústia e apreensão. Parentes e amigos permanecem concentrados na esperança de reencontrar o menino com vida. “A gente não perde a fé. Todo mundo está se unindo, e acreditamos que ele vai aparecer”, disse um familiar, emocionado.
As autoridades reforçam que qualquer informação que possa ajudar nas buscas deve ser comunicada imediatamente à Polícia Militar (190) ou ao Corpo de Bombeiros (193). O caso segue sob investigação, e novas atualizações devem ser divulgadas ao longo da semana.
Mesmo sem resultados concretos até o momento, o caso Arthur se tornou um símbolo de solidariedade e mobilização comunitária em Tibagi. A cidade inteira acompanha, com o coração apertado, cada passo das buscas. A esperança permanece viva — e todos torcem para que o pequeno Arthur seja encontrado em segurança o mais breve possível.



