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Ex-meia do Palmeiras, Edu Manga morre aos 58 anos em São Paulo

O futebol brasileiro perdeu, nesta sexta-feira (3 de outubro), um de seus nomes marcantes da década de 1980. Eduardo Antônio dos Santos, conhecido nacionalmente como Edu Manga, faleceu aos 58 anos em um hospital de Barueri, na Grande São Paulo, onde estava internado para tratamento de problemas renais. A notícia da morte do ex-jogador, que brilhou no Palmeiras e passou por diversos clubes do Brasil e do exterior, gerou grande comoção entre torcedores, ex-companheiros e instituições ligadas ao esporte.

Edu Manga nasceu em Osasco, em 2 de fevereiro de 1967, e desde cedo demonstrava talento com a bola nos pés. Sua trajetória no futebol profissional começou no Palmeiras, clube que o revelou em 1985. No período em que vestiu a camisa alviverde, entre 1985 e 1989, disputou 188 partidas oficiais, alcançando 89 vitórias e balançando as redes 44 vezes, de acordo com registros do próprio clube. Pela sua habilidade, velocidade e dribles envolventes, tornou-se um dos principais nomes da equipe naquela fase.

O apelido que o acompanharia por toda a carreira surgiu justamente no início dessa trajetória. Denys, lateral também revelado pelo Palmeiras e seu companheiro de vestiário, brincava dizendo que o cabelo de Eduardo parecia uma manga chupada. Da piada entre colegas nasceu a alcunha “Manga”, que, unida ao diminutivo “Edu”, passou a ser reconhecida por torcedores, narradores e pela imprensa esportiva. Décadas depois, Denys utilizou as redes sociais para lamentar a morte do amigo: “Perdi um dos melhores amigos que tinha no futebol”, escreveu, emocionado.

Além do Palmeiras, Edu Manga também defendeu grandes clubes brasileiros. Passou por Corinthians, Athletico Paranaense, Náutico e Sport Recife, levando consigo a marca de jogador veloz e criativo. Sua carreira também teve capítulos importantes no exterior, onde representou equipes que ajudaram a expandir sua experiência e a consolidar sua imagem de atleta versátil.

Entre 1987 e 1989, Edu Manga teve a oportunidade de vestir a camisa da Seleção Brasileira, em um período marcado por mudanças e testes de novas formações. No total, disputou dez partidas pela seleção principal, participando de amistosos e competições que reuniam alguns dos maiores nomes do futebol nacional na época. Ainda que não tenha se firmado como titular absoluto, seu desempenho lhe garantiu espaço entre os convocados, algo que sempre destacou com orgulho ao longo da vida.

Nas redes sociais, o Palmeiras foi uma das primeiras instituições a se manifestar publicamente sobre a perda. Em publicação oficial, o clube lamentou a morte de um de seus ex-jogadores mais queridos da década de 1980 e prestou condolências aos familiares, amigos e torcedores que acompanharam sua trajetória. Diversos fãs também compartilharam lembranças de gols marcantes, dribles memoráveis e da paixão com que Edu defendia as cores do time.

A morte de Edu Manga não representa apenas a despedida de um atleta talentoso, mas também de uma figura humana que marcou gerações com sua dedicação ao esporte. Sua trajetória serve de lembrança do quanto o futebol pode transformar vidas e deixar memórias afetivas duradouras. Aos 58 anos, Edu se despede dos gramados da vida, mas sua história permanece viva no coração de quem acompanhou sua carreira.

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