Confirmado: Coube a advogada dar triste notícia sobre Flordelis após AVC na prisão

A ex-deputada federal e pastora evangélica Flordelis dos Santos de Souza, condenada pela morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, voltou a ocupar as manchetes nacionais nesta semana. Detida na Penitenciária Talavera Bruce, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, ela sofreu um princípio de Acidente Vascular Cerebral (AVC) dentro da unidade prisional. A notícia foi confirmada por sua defesa, que agora luta na Justiça para conseguir a transferência da cliente a um hospital público, diante da gravidade do quadro de saúde.
Segundo a advogada Janira Rocha, representante legal da cantora gospel, a situação é alarmante. A ex-parlamentar teria apresentado sintomas compatíveis com AVC e, após avaliação médica preliminar, foi constatada a necessidade de cuidados mais complexos. Contudo, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do complexo prisional não teria recursos suficientes para lidar com o caso. “O estado da pastora é grave e inspira cuidados urgentes. A defesa vai trabalhar junto ao juiz de execução para tentar a transferência da pastora para uma unidade de saúde que dê conta do seu atendimento”, declarou Rocha, reforçando que a saúde da cliente exige atenção imediata.
A advogada ressaltou ainda que, segundo os médicos que a atenderam, não há condições técnicas para estabilizar plenamente Flordelis dentro do presídio. Esse ponto se tornou central no pedido apresentado à Justiça, uma vez que a falta de estrutura hospitalar pode agravar ainda mais o quadro da ex-deputada. “Os próprios médicos da UPA disseram que não têm recursos suficientes para tirá-la do estado em que se encontra”, explicou a defensora. Para ela, a transferência não é apenas uma questão de direito, mas de sobrevivência.
Outro fator que complica a situação é a ausência de plano de saúde. A família de Flordelis deixou de pagar o serviço nos últimos meses, o que limita as opções de atendimento particular e obriga a depender exclusivamente da rede pública. A advogada afirma que essa vulnerabilidade reforça a necessidade de uma decisão rápida por parte da Justiça, sob risco de que a cliente não receba o tratamento adequado em tempo hábil. A expectativa é que o juiz da Vara de Execuções Penais se pronuncie ainda nos próximos dias sobre o pedido de transferência.
O episódio reacende o debate sobre as condições de saúde no sistema penitenciário brasileiro, especialmente em casos envolvendo detentos de notoriedade pública. Flordelis, que antes atraía multidões como cantora gospel e líder religiosa, hoje enfrenta um dos capítulos mais delicados de sua trajetória. A imagem da pastora debilitada dentro da prisão choca parte da opinião pública e levanta questionamentos sobre o acesso de presos a atendimento médico digno, um direito previsto em lei, mas nem sempre garantido na prática.
Condenada em 2022 a 50 anos e 28 dias de prisão por envolvimento no assassinato do marido, Flordelis cumpre pena desde então no presídio feminino de segurança máxima. Ao longo de sua permanência atrás das grades, já havia relatos de problemas de saúde, mas nenhum tão grave quanto o atual. Para a defesa, o princípio de AVC representa um divisor de águas e reforça a tese de que a cliente não pode permanecer apenas sob cuidados básicos. “Não estamos pedindo privilégios, mas um atendimento compatível com a gravidade do caso”, reiterou Janira Rocha.
Enquanto a Justiça analisa o pedido, a saúde da ex-deputada permanece em estado de atenção. Caso a transferência seja autorizada, ela deverá ser levada a uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou hospital público capaz de realizar exames detalhados e fornecer tratamento adequado. Até lá, o impasse continua: de um lado, a defesa pressiona por uma resposta rápida; de outro, a burocracia judicial pode atrasar o processo. No centro dessa disputa está Flordelis, cujo futuro imediato depende não apenas de sua condenação, mas agora também de uma batalha pela própria vida.




