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Jovem morre em clínica de hemodiálise; investigação classifica caso como homicídio culposo

Bruno Rodrigues Ventura dos Santos, um entregador de 29 anos, faleceu na última segunda-feira (8) após permanecer 18 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva do Pronto Socorro Central de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Ele contraiu uma intoxicação por ácido peracético durante um procedimento de hemodiálise, quando a substância, destinada à desinfecção das máquinas, foi administrada de maneira inadequada, resultando em complicações severas.

Bruno foi diagnosticado com insuficiência renal crônica no ano anterior e submetia-se à hemodiálise três vezes por semana. No dia 20 de agosto, durante uma dessas sessões, ocorreu um erro que, conforme atestado em laudo médico, resultou em hemorragia cerebral, edema e insuficiência respiratória aguda. Apesar das intervenções médicas, seu estado de saúde se deteriorou, culminando em um desfecho fatal.

Relatório revela séria irregularidade em clínica de saúde.

Conforme informações fornecidas pelos pais do paciente, o diretor técnico da unidade reconheceu a presença de resíduos de ácido no equipamento utilizado. Inicialmente classificado como lesão corporal por imperícia, o caso foi reclassificado para homicídio culposo após a morte do paciente. O delegado Fábio Luiz Souza informou que a maioria dos funcionários envolvidos já prestou depoimento, e os indícios sugerem que um erro ocorreu durante a troca de turno da equipe, evidenciando falhas significativas nos protocolos de segurança.

Ações imediatas adotadas pela Secretaria de Saúde

A Secretaria Estadual de Saúde anunciou a transferência dos pacientes atendidos pela clínica para outras unidades de referência na região. Além disso, a clínica deverá apresentar um plano de melhorias internas e de capacitação para seus funcionários. Em comunicado, a pasta destacou que continuará a monitorar a execução dessas medidas.

O corpo de Bruno foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Tribobó, localizado em São Gonçalo. A família deu início a uma campanha de arrecadação para cobrir as despesas do velório, sem, até o momento, divulgar informações sobre o sepultamento. A Prefeitura de São Gonçalo expressou suas condolências pela tragédia e ofereceu apoio aos familiares.

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