Janaína Paschoal, autora do impeachment de Dilma lamenta derrota nas eleições

Janaína Paschoal, conhecida nacionalmente por sua participação no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, voltou a chamar a atenção do cenário político após o resultado das eleições de 2026. A vereadora de São Paulo não conseguiu conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados e demonstrou insatisfação com o desempenho nas urnas, levantando questionamentos sobre a falta de apoio dos eleitores.
A manifestação repercutiu por envolver uma figura que já teve grande destaque na política brasileira. Com uma trajetória marcada por votações expressivas e posicionamentos firmes, Janaína agora busca compreender o que mudou na relação com o eleitorado e por que sua candidatura não alcançou o resultado esperado.
Após a divulgação dos resultados eleitorais, a parlamentar falou sobre a dificuldade de transformar sua experiência política em uma nova vitória. A pergunta “Por que não recebi voto?” resume o sentimento de quem esperava conquistar espaço na Câmara Federal, mas acabou ficando de fora da lista de eleitos.
A declaração também abre espaço para uma reflexão sobre a relação entre políticos e a população. Afinal, mesmo candidatos conhecidos podem enfrentar dificuldades quando decidem disputar um cargo diferente ou precisam conquistar eleitores em uma região mais ampla.
No caso de Janaína, a candidatura a deputada federal exigia uma mobilização estadual, com concorrentes de diferentes partidos e perfis políticos. A disputa envolveu nomes conhecidos, lideranças regionais e candidatos que conseguiram ampliar sua presença durante a campanha.
A trajetória de Janaína Paschoal ganhou projeção nacional em 2016, quando ela participou da elaboração do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, ao lado dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. O processo marcou um dos períodos mais debatidos da política brasileira recente. Durante meses, o assunto esteve presente nos noticiários e provocou discussões entre diferentes grupos políticos e setores da sociedade.
A atuação de Janaína naquele episódio contribuiu para torná-la conhecida em todo o país. Dois anos depois, em 2018, ela aproveitou essa visibilidade para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo. O resultado foi expressivo: recebeu mais de dois milhões de votos e se tornou uma das candidatas mais votadas da eleição estadual. A votação demonstrou que seu nome tinha força entre uma parcela significativa do eleitorado paulista.
Entretanto, o cenário político não permaneceu igual nos anos seguintes. O apoio conquistado em uma eleição não garante o mesmo desempenho nas disputas posteriores, principalmente quando mudam o cargo, os concorrentes e as prioridades dos eleitores.
Em 2022, Janaína disputou uma vaga no Senado Federal, mas não conseguiu se eleger. Dois anos depois, voltou a concorrer, dessa vez para a Câmara Municipal de São Paulo, e conquistou o mandato de vereadora com 48.893 votos. A candidatura de 2026 representou uma nova tentativa de ampliar sua atuação política em Brasília. Apesar da experiência acumulada, o resultado ficou abaixo do necessário para garantir uma cadeira na Câmara dos Deputados.
A diferença entre as votações também mostra como a popularidade de um candidato pode variar conforme a eleição. Uma pessoa pode ter reconhecimento nacional, mas encontrar dificuldades para mobilizar eleitores suficientes em uma disputa proporcional. Além disso, a escolha dos candidatos depende de fatores como propostas, alianças partidárias, presença nas redes sociais, atuação durante o mandato e identificação com as demandas locais.



