Pesquisa para senador em São Paulo 2026: veja os números mais recentes

A disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo ganhou novos números em setembro de 2026. Diferentes institutos divulgaram levantamentos recentes, mostrando um cenário com vários candidatos próximos nas intenções de voto e diferenças importantes entre as metodologias utilizadas.
Na eleição deste ano, cada eleitor paulista poderá escolher dois nomes para o Senado. Ao final da votação, os dois candidatos mais votados serão eleitos. A eleição está marcada para 4 de outubro. Uma das pesquisas mais recentes é a do Datafolha, divulgada em 11 de setembro. O levantamento entrevistou 1.610 eleitores em 65 municípios paulistas entre os dias 8 e 10 de setembro.
No cenário estimulado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem com 13% cada. André do Prado (PL) registra 11%, enquanto Guilherme Derrite (PP) tem 10%. Ricardo Salles (Novo) aparece com 5%. Na sequência estão Geraldo Rufino (Podemos), com 3%, e Guto Schiavetto (Missão), também com 3%. Soninha Francine (Cidadania) registra 2%, assim como outros candidatos testados pelo instituto.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Outro levantamento divulgado em setembro foi realizado pelo Real Time Big Data. A pesquisa ouviu 2.000 eleitores de São Paulo entre 9 e 12 de setembro, por telefone e internet.
Nesse cenário, Guilherme Derrite aparece com 19%, enquanto Simone Tebet e André do Prado registram 17% cada. Marina Silva tem 13%, seguida por Ricardo Salles, com 10%. Soninha Francine aparece com 3%, enquanto Geraldo Rufino e Guto Schiavetto têm 2% cada. Outros candidatos somaram 2%. Brancos e nulos representam 6%, e 9% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número SP-02794/2026. Também é importante observar a pesquisa divulgada pelo Paraná Pesquisas em setembro. O instituto entrevistou presencialmente 1.680 eleitores entre os dias 7 e 10.
Marina Silva registrou 30,4%, Simone Tebet ficou com 29,5% e Guilherme Derrite apareceu com 28,9%. André do Prado teve 19,3%, enquanto Ricardo Salles marcou 16,4%. Nesse levantamento, os três primeiros nomes ficaram dentro da margem de erro. Como cada entrevistado poderia escolher até dois candidatos, a soma dos percentuais ultrapassa 100%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes não são apresentados aos entrevistados, Derrite e Tebet tiveram 6,5% cada. Marina Silva registrou 5,3%. Um dado chama atenção nesse formato: 74,4% dos entrevistados ainda não indicaram um nome.
Por que as pesquisas apresentam números diferentes? É comum que pesquisas eleitorais apresentem percentuais diferentes. Cada instituto trabalha com uma amostra, período de entrevistas e metodologia próprios.
Além disso, a pesquisa espontânea mede uma situação diferente daquela em que uma lista de candidatos é apresentada ao eleitor. Por isso, os resultados precisam ser observados dentro das condições específicas de cada levantamento.
Uma pesquisa realizada em determinado período também representa aquele momento da campanha. Novos debates, entrevistas, propagandas eleitorais e acontecimentos políticos podem alterar as respostas dos eleitores ao longo das semanas.
Em 2026, duas das três cadeiras destinadas a São Paulo estarão em disputa. Os atuais ocupantes dessas vagas não concorrem novamente ao Senado: Giordano não é candidato, enquanto Mara Gabrilli disputa uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Com a campanha entrando em sua fase final, os próximos levantamentos poderão mostrar novas mudanças nas intenções de voto.



