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Gilmar cobra Fux, mas recebe resposta inesperada em conversa pelo “Zap”

Uma troca de mensagens entre os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), expôs nesta terça-feira (15) o nível de tensão entre integrantes da Corte. Os diálogos, realizados pelo WhatsApp, ocorreram após Gilmar cobrar de Fux uma postura que considerava institucional diante da atuação conjunta atribuída a Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques em uma decisão relacionada ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O episódio veio à tona em meio à sessão extraordinária do STF que discute questões envolvendo ministros do próprio tribunal.

Segundo a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, Gilmar questionou Fux após os três ministros votarem em sequência depois de um pedido de vista feito por ele. Na conversa, Gilmar afirmou esperar que aquele tipo de situação não se repetisse e cobrou que Fux atuasse como presidente da turma. Fux respondeu que não aceitaria receber orientações sobre como deveria agir e, posteriormente, encerrou a discussão com uma mensagem de tom ríspido. A troca revela a existência de divergências entre os ministros em um momento de forte pressão sobre o STF.

Gilmar também fez questionamentos sobre a atuação de André Mendonça no caso envolvendo informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. De acordo com a reportagem, o ministro sustenta que Mendonça teria deixado de considerar determinados elementos que poderiam envolver outros integrantes do Supremo, enquanto teria determinado prioridade para a identificação de mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e Vorcaro. As afirmações fazem parte das controvérsias em torno da condução dos procedimentos e não representam, por si só, uma conclusão sobre eventual irregularidade.

O relatório de inteligência citado pela coluna também apresenta questionamentos sobre a velocidade com que decisões relacionadas a diferentes figuras políticas teriam sido tomadas. Segundo o documento mencionado na reportagem, haveria diferença entre o tratamento dado a pedidos da Polícia Federal envolvendo o senador Jaques Wagner e aqueles relacionados ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Essas informações são apresentadas como elementos de análise sobre a atuação de Mendonça no caso, em meio à disputa entre ministros sobre a condução das investigações relacionadas ao Banco Master.

Paralelamente, Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques também protagonizaram uma discussão por mensagens. Na conversa divulgada pela coluna, Gilmar fez cobranças relacionadas à permanência de ministros em determinados processos e questionou a necessidade de transparência. Kassio respondeu pedindo respeito e afirmou estar disposto a prestar contas sobre sua atuação. Após a troca de mensagens, segundo a reportagem, Kassio bloqueou Gilmar no aplicativo. O episódio acrescentou mais um capítulo às divergências internas que vieram à tona durante a crise no Supremo.

As trocas de mensagens ocorrem enquanto o STF enfrenta uma das sessões mais delicadas do ano, marcada pelo julgamento sobre a possibilidade de abertura de investigação envolvendo Alexandre de Moraes e pelos questionamentos sobre a atuação de André Mendonça. As divergências entre ministros passaram a envolver não apenas decisões judiciais, mas também a forma de condução dos procedimentos e o acesso às informações reunidas pela Polícia Federal. Nesse cenário, os diálogos entre Gilmar, Fux e Kassio expõem publicamente parte das discussões internas da Corte e evidenciam o ambiente de tensão que acompanha o caso.

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