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Morre Paulo Eduardo Gomes, cofundador do PT-RJ e do PSOL, aos 75 anos

A política do Rio de Janeiro perdeu uma de suas figuras históricas neste fim de semana. Paulo Eduardo Gomes, conhecido por muitos como PEG, morreu aos 75 anos, após enfrentar um câncer. A notícia foi confirmada por familiares e por meio de suas redes sociais oficiais, gerando manifestações de pesar entre lideranças políticas e antigos companheiros de militância.

Ao longo de décadas de atuação pública, Paulo Eduardo construiu uma trajetória marcada pela participação na formação de dois partidos que tiveram papel importante na política brasileira: o PT no Rio de Janeiro e, posteriormente, o PSOL. Seu nome ficou especialmente ligado à cidade de Niterói, onde exerceu seis mandatos como vereador e acompanhou de perto as transformações do município.

Quem acompanhou a política fluminense nas últimas décadas certamente ouviu falar de PEG. Durante mais de 20 anos, ele esteve ligado ao Partido dos Trabalhadores, participando da consolidação da legenda no estado. Em 2004, integrou o grupo que ajudou a fundar o PSOL, movimento que reuniu lideranças em busca de um novo espaço político.

Em Niterói, tornou-se uma presença constante nas discussões sobre transporte, educação, meio ambiente e políticas urbanas. Colegas lembram que ele mantinha um estilo próximo da população, participando de debates públicos e acompanhando demandas dos bairros da cidade.

Após a confirmação da morte, diversas lideranças prestaram homenagens nas redes sociais. O deputado federal Glauber Braga destacou a longa amizade entre os dois e lembrou a contribuição de Paulo Eduardo para a construção do partido e da política em Niterói.

O PSOL de Niterói também divulgou uma nota ressaltando o papel do ex-vereador na formação da legenda e seu compromisso com a vida pública ao longo dos anos.

A Câmara Municipal de Niterói recebeu o velório, permitindo que familiares, amigos e moradores prestassem as últimas homenagens. O sepultamento ocorreu no Parque da Colina, em Pendotiba, encerrando uma despedida marcada por manifestações de respeito e reconhecimento.

Mesmo após deixar os mandatos, Paulo Eduardo continuou participando de debates sobre temas ligados ao desenvolvimento da cidade e ao fortalecimento da participação popular. Seu nome permaneceu associado à construção de projetos coletivos e à formação de novas lideranças locais.

A despedida acontece em um momento de intensa movimentação política no país, com discussões sobre os rumos das próximas eleições e o futuro das legendas nacionais. Nesse cenário, a trajetória de PEG volta a ser lembrada como parte da história recente da política fluminense.

Independentemente das posições partidárias, a repercussão de sua morte evidencia o reconhecimento de uma carreira construída ao longo de muitos anos de atuação pública. Para amigos, familiares e antigos colegas, fica a lembrança de alguém que participou ativamente de importantes capítulos da política do Rio de Janeiro e deixou sua marca na história de Niterói.

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