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Flávio sobe o tom sobre Moraes e coloca Alcolumbre no centro das críticas

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender que o Senado analise os pedidos de impeachment apresentados contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante uma visita a São Carlos, no interior de São Paulo, nesta sexta-feira (5), o parlamentar também direcionou críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não dar andamento às solicitações protocoladas contra integrantes da Suprema Corte.

As declarações foram dadas pelo senador durante conversas com jornalistas. Flávio afirmou que, em sua avaliação, Alcolumbre deveria priorizar a atuação institucional do Senado e permitir que os pedidos apresentados contra Moraes fossem analisados. O parlamentar criticou diretamente a postura do presidente da Casa e afirmou que ele teria cometido um equívoco ao não avançar com as solicitações.

Segundo Flávio Bolsonaro, a decisão de não levar os pedidos adiante representaria uma tentativa de proteger relações pessoais. “Ele se equivocou. Queria proteger um amigo, em vez de proteger a instituição”, declarou o senador, referindo-se à atuação de Davi Alcolumbre diante das solicitações que envolvem o ministro do STF.

O parlamentar afirmou ainda que sua posição não representa uma crítica à existência ou à importância do Supremo Tribunal Federal como instituição. Flávio disse que pretende defender o STF, mas fez duras críticas à atuação de Alexandre de Moraes e declarou considerar inadmissível a permanência do ministro na Corte diante das acusações e questionamentos que vêm sendo debatidos no cenário político.

Na avaliação do senador, Moraes não teria condições de continuar exercendo o cargo. “Então ele não tem a menor condição de continuar como ministro do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Flávio Bolsonaro durante a visita ao município paulista.

O senador também acusou Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre de adotarem atitudes de “autoproteção”. Ao comentar o tema, mencionou uma reunião entre os dois antes de uma sessão do plenário e voltou a citar medidas que, segundo ele, teriam sido tomadas de forma irregular contra sua campanha eleitoral.

As declarações acontecem em meio ao agravamento da crise política e institucional envolvendo membros do Supremo Tribunal Federal. Nos últimos dias, o debate sobre a atuação de ministros da Corte ganhou força no Congresso Nacional e passou a ocupar espaço central nas discussões relacionadas às eleições de 2026.

Flávio Bolsonaro voltou a defender que o Senado exerça sua prerrogativa de analisar os pedidos de impeachment que chegam à Casa. Segundo ele, a falta de apreciação das solicitações ao longo dos últimos anos contribuiu para o cenário atual de tensão entre setores do Legislativo e do Judiciário.

“Se a democracia chegou tão esculhambada a esse ponto, é porque o Senado não teve oportunidade de apreciar um dos 54 impeachments que existem na Mesa”, declarou o senador, ao reforçar sua cobrança por uma posição do Congresso.

Os pedidos de impeachment contra ministros do Supremo são encaminhados ao Senado Federal, e cabe à presidência da Casa dar andamento aos procedimentos conforme as regras previstas na legislação. O tema, no entanto, tem provocado forte debate político, especialmente diante da pressão de grupos que defendem medidas contra determinados integrantes da Corte.

A posição de Flávio Bolsonaro acompanha manifestações recentes de outros parlamentares e lideranças políticas que passaram a defender publicamente a abertura de processos contra ministros do STF. O assunto ganhou ainda mais destaque após a crise envolvendo investigações e informações relacionadas ao Banco Master e a integrantes de instituições públicas.

O senador do PL tem utilizado o tema durante compromissos políticos e eleitorais para reforçar críticas ao Supremo e cobrar uma atuação mais firme do Senado. As declarações também ocorrem em um momento de intensa movimentação entre possíveis candidatos e lideranças ligadas à disputa presidencial e às eleições legislativas de 2026.

Davi Alcolumbre, por sua vez, ocupa posição estratégica no processo, já que a presidência do Senado é responsável por receber e analisar os pedidos apresentados contra ministros da Suprema Corte. A cobrança feita por Flávio aumenta a pressão política sobre o comando da Casa em meio ao crescimento do debate público sobre o assunto.

A crise entre diferentes setores das instituições brasileiras continua produzindo novos capítulos e deve permanecer no centro do debate político nos próximos meses. Enquanto parlamentares defendem investigações e processos contra ministros, outros setores alertam para a necessidade de preservar o equilíbrio entre os Poderes.

Com a aproximação das eleições de 2026, o embate envolvendo o STF, o Senado e importantes lideranças políticas tende a ganhar ainda mais espaço no debate nacional. Flávio Bolsonaro deixou claro que pretende continuar pressionando pela análise dos pedidos contra Alexandre de Moraes e cobrando uma mudança de postura da presidência do Senado.

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