Promotor de Justiça é encontrado morto em residência de Limeira

O promotor de Justiça Luiz Alberto Segalla Bevilacqua, de 56 anos, foi encontrado morto na manhã desta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, em sua residência localizada em um condomínio residencial de Limeira, no interior de São Paulo. A Polícia Civil foi acionada e confirmou que o corpo apresentava um ferimento causado por disparo de arma de fogo na região da cabeça. Uma arma de fogo foi localizada próxima ao local onde o promotor foi encontrado.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram encaminhadas ao endereço após o acionamento. No local, os profissionais de saúde constataram o óbito e o caso passou à responsabilidade da Polícia Civil. O corpo foi posteriormente removido para o Instituto Médico Legal, onde serão realizados os exames periciais necessários. Segundo informações preliminares da autoridade policial, a residência não apresentava sinais de arrombamento ou de invasão, e uma varredura completa do imóvel foi realizada pela polícia e pela perícia técnica.
A Polícia Civil de Limeira instaurará inquérito para apurar as circunstâncias exatas do ocorrido. O delegado responsável pela Seccional local informou que as investigações estão em andamento e que todos os elementos coletados no local serão analisados com o rigor técnico exigido. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a dinâmica dos fatos, e as autoridades pedem cautela na divulgação de informações não confirmadas.
Luiz Alberto Segalla Bevilacqua era natural de Bauru e havia ingressado no Ministério Público do Estado de São Paulo em 1995. Ao longo de mais de três décadas de carreira, atuou em diversas frentes. Em Limeira, ocupava o cargo de 4º Promotor de Justiça e era titular da Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. Sua atuação profissional abrangeu temas relacionados à proteção ambiental, habitação, urbanismo, patrimônio público e interesses coletivos. Também integrou, por vários anos, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), participando de investigações de repercussão regional.
Além da atividade ministerial, Bevilacqua exercia a docência no ensino superior, contribuindo para a formação de estudantes de Direito. Colegas e autoridades destacaram sua trajetória marcada pela competência técnica e pelo compromisso com a defesa dos interesses da sociedade. A Procuradoria-Geral de Justiça do Ministério Público de São Paulo divulgou nota de pesar, ressaltando o prestígio que o promotor desfrutava dentro da instituição e o legado de serviços prestados ao longo de sua carreira.
A Prefeitura de Limeira decretou luto oficial de três dias em razão do falecimento. Em nota, o prefeito Murilo Félix destacou a colaboração do promotor em ações municipais relacionadas à repressão à perturbação do sossego e ao combate a irregularidades em áreas rurais e urbanas. A Câmara Municipal de Limeira também se pronunciou, decretando igualmente o período de luto e expressando solidariedade aos familiares e amigos.
Diversas entidades da comunidade jurídica e da sociedade local emitiram manifestações de pesar. A Associação Paulista do Ministério Público e a 35ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil de Limeira lamentaram a perda e reconheceram a importância do trabalho desenvolvido por Bevilacqua ao longo dos anos. Colegas de magistratura e membros do Ministério Público recordaram sua dedicação e a contribuição prestada à cidade e à região.
O caso continua sob investigação da Polícia Civil. Os resultados dos exames periciais e do laudo do Instituto Médico Legal serão fundamentais para esclarecer os detalhes do ocorrido. Enquanto as apurações avançam, a cidade de Limeira e a comunidade jurídica do Estado de São Paulo prestam solidariedade à família, aos amigos e aos colegas do promotor Luiz Alberto Segalla Bevilacqua.



