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EUA, Rússia e China articulam encontro entre Trump, Putin e Xi

Estados Unidos, Rússia e China avaliam a possibilidade de promover um encontro entre seus principais líderes durante uma importante cúpula internacional prevista para novembro. A articulação envolve os presidentes Donald Trump, Vladimir Putin e Xi Jinping e foi confirmada nesta terça-feira (1º) pelo assessor do governo russo Yuri Ushakov. Segundo ele, o assunto está sendo discutido e existe a expectativa de que os três chefes de Estado estejam presentes na reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec). Caso seja confirmado, o encontro reuniria representantes das três maiores potências em um momento marcado por negociações diplomáticas e mudanças nas relações internacionais.

A possibilidade ganhou destaque depois que Ushakov foi questionado pela televisão estatal russa sobre uma eventual conversa conjunta entre Trump, Putin e Xi. O assessor confirmou que a hipótese está em avaliação, mas não apresentou uma confirmação definitiva sobre a realização da reunião. A cúpula da Apec, que deverá ocorrer em novembro, aparece como uma oportunidade para que os três presidentes estejam no mesmo local. A presença dos líderes, porém, ainda precisa ser confirmada oficialmente pelos respectivos governos. Até o momento, os Estados Unidos não se manifestaram sobre a possibilidade de uma agenda trilateral envolvendo Trump, Putin e Xi durante o evento.

Putin e Xi estiveram juntos nesta terça-feira em uma cúpula realizada no Quirguistão, encontro que recebeu forte atenção internacional devido à proximidade política e econômica entre Moscou e Pequim. Os dois presidentes também mantêm canais de diálogo com Trump. O líder chinês recebeu o presidente norte-americano em Pequim em maio, enquanto Putin esteve com Trump no Alasca em agosto do ano passado. Além disso, existe a expectativa de uma nova reunião entre Trump e Xi ainda neste mês, desta vez na Casa Branca. A sequência de encontros entre os chefes de governo reforça a possibilidade de novas conversas envolvendo temas econômicos, diplomáticos e de segurança internacional.

A agenda de novembro também pode ganhar outro compromisso de grande repercussão. Durante a cúpula da Apec, Trump poderá se encontrar com Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte. Segundo informações divulgadas anteriormente pelo The Wall Street Journal, autoridades norte-americanas trabalham com a possibilidade de uma reunião entre os dois durante o evento. A intenção seria retomar conversas relacionadas ao programa nuclear norte-coreano. Trump e Kim já se encontraram em três ocasiões entre 2018 e 2019, quando discutiram alternativas para reduzir as tensões e avançar em negociações sobre a desnuclearização da Coreia do Norte.

As tratativas anteriores entre Washington e Pyongyang, contudo, não chegaram a um acordo definitivo. A última reunião entre Trump e Kim ocorreu no Vietnã e terminou sem consenso sobre os termos de um possível entendimento. Desde então, a Coreia do Norte ampliou seus contatos com Rússia e China e fortaleceu a cooperação com esses países, além de manter relações próximas com o Irã. Especialistas avaliam que uma eventual nova rodada de conversas poderia ocorrer em um cenário diferente daquele observado nas reuniões anteriores. O governo da Coreia do Sul também indicou nesta terça-feira que uma reunião de alto nível entre Washington e Pyongyang parece possível a qualquer momento, diante de sinais de que os canais diplomáticos podem voltar a ganhar espaço.

Se confirmados, os encontros previstos para a cúpula da Apec poderão transformar o evento em um dos principais pontos de articulação diplomática do ano. Uma reunião entre Trump, Putin e Xi teria peso significativo justamente por colocar frente a frente líderes de países que ocupam posições centrais nas decisões econômicas e geopolíticas mundiais. Ao mesmo tempo, uma eventual conversa entre Trump e Kim poderia reabrir uma agenda que perdeu força nos últimos anos. Por enquanto, porém, o encontro triplo entre Estados Unidos, Rússia e China permanece em fase de negociação, e a participação dos três presidentes ainda depende de confirmações oficiais.

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