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Lula fala sobre Lulinha e dá recado direto ao filho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, deve se defender das acusações que são alvo de investigações e apresentar sua versão dos fatos às autoridades. Em entrevista exclusiva à RECORD, exibida neste domingo (23), Lula afirmou que trata as apurações com seriedade e reforçou que ninguém está acima da lei, incluindo integrantes de sua própria família.

As declarações ocorrem em meio às investigações que envolvem Lulinha e o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. O presidente afirmou que não cabe a ele exercer funções atribuídas à Polícia Federal, ao Ministério Público ou ao Poder Judiciário, destacando que seu papel é garantir o funcionamento das instituições e permitir que os órgãos responsáveis conduzam as apurações.

Segundo Lula, qualquer pessoa suspeita de ter cometido irregularidades deve ser investigada. O presidente afirmou que esse entendimento também se aplica ao próprio filho e disse que não pretende interferir no andamento dos procedimentos.

“Todos nós somos obrigados a agir corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado”, declarou Lula durante a entrevista. O presidente acrescentou que a regra deve valer para qualquer cidadão, sem exceções.

Ao abordar diretamente a situação de Lulinha, Lula afirmou que orienta o filho a se defender e buscar demonstrar sua inocência. Segundo o presidente, caberá às instituições responsáveis analisar as provas e decidir se houve ou não qualquer irregularidade.

“Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, afirmou o presidente.

Lula também reforçou que não utiliza a Presidência da República para interferir em investigações envolvendo aliados, integrantes do governo ou familiares. Segundo ele, não tenta impedir o trabalho dos órgãos de investigação nem pressiona autoridades responsáveis pela condução dos casos.

O presidente declarou que não ameaça afastar ministros por causa de investigações e também não busca punir delegados responsáveis por apurações. Para Lula, os procedimentos devem seguir seu curso regular, com garantia de defesa para os investigados.

Na entrevista, o presidente defendeu que todos tenham o direito de apresentar provas e contestar as acusações feitas contra eles. Ao mesmo tempo, afirmou que eventuais responsáveis por irregularidades que tenham causado prejuízos aos cofres públicos deverão responder por seus atos.

“Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente”, afirmou Lula. O presidente acrescentou que, caso sejam identificados erros com impacto sobre recursos públicos, os envolvidos deverão ser responsabilizados.

As declarações representam uma das principais manifestações públicas de Lula sobre as investigações que envolvem o filho. O caso ganhou destaque nacional após a abertura de procedimentos para apurar suspeitas relacionadas à atuação de Lulinha em negociações e contatos de interesse empresarial junto ao governo federal.

A Polícia Federal conduz apurações relacionadas ao caso, enquanto diferentes informações e documentos encontrados durante as investigações passaram a ser analisados pelas autoridades. A defesa dos envolvidos poderá apresentar sua versão e contestar eventuais acusações ao longo dos procedimentos.

Lula afirmou que não pretende antecipar julgamentos e que a definição sobre a existência ou não de responsabilidades deve ficar a cargo das instituições competentes. Para o presidente, o processo precisa ocorrer dentro das regras legais, garantindo tanto a investigação quanto o direito de defesa.

A posição adotada pelo chefe do Executivo ocorre em um momento de forte repercussão política do caso. As investigações envolvendo Lulinha passaram a ser tema de debates entre aliados e adversários do governo, especialmente durante o período eleitoral.

Ao falar sobre o assunto, porém, Lula buscou separar a atuação política do funcionamento das instituições. O presidente insistiu que sua relação familiar não deve impedir o andamento das apurações.

A entrevista completa com Lula será exibida no programa Domingo Espetacular, da RECORD, a partir das 20h30 deste domingo. A expectativa é que o presidente também detalhe outros temas políticos e administrativos durante a conversa.

O posicionamento de Lula reforça, ao menos publicamente, a defesa de que as investigações prossigam sem interferência do Palácio do Planalto. O presidente afirmou que seu filho deverá enfrentar as acusações dentro dos procedimentos previstos em lei e que o resultado das apurações deverá definir os próximos passos.

Caso não sejam encontradas provas de irregularidades, os investigados poderão ser inocentados. Se as autoridades concluírem que houve condutas ilegais, os responsáveis poderão responder conforme determina a legislação.

Ao resumir sua posição, Lula deixou claro que pretende manter distância das decisões tomadas pelos investigadores e pelo Judiciário. Para ele, a condição de filho do presidente não deve representar proteção especial nem impedir a atuação das autoridades.

A mensagem central, segundo as declarações dadas à RECORD, é que Lulinha terá direito à defesa, mas deverá responder às acusações dentro dos canais legais. E, conforme afirmou o presidente, ninguém — inclusive membros de sua própria família — deve estar acima da lei.

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