Geral

Lula faz proposta inesperada a Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ter aconselhado o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a promover uma reunião com os líderes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin, para discutir possíveis caminhos diplomáticos diante dos conflitos internacionais. A sugestão, segundo Lula, foi apresentada durante a conversa telefônica entre os dois presidentes, realizada na manhã desta sexta-feira (21).

O candidato à reeleição comentou o diálogo durante um ato de campanha realizado posteriormente em Belo Horizonte, em Minas Gerais. Lula relatou ter defendido uma reunião entre os principais líderes mundiais durante o período da Assembleia Geral das Nações Unidas, prevista para setembro.

Segundo o presidente brasileiro, a proposta seria reunir Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin em busca de alternativas para reduzir as tensões internacionais e ampliar as negociações pela paz. Lula afirmou que o mundo precisa de iniciativas voltadas ao entendimento entre os países e à construção de soluções diplomáticas.

Durante o discurso, o petista disse ter sugerido diretamente ao presidente norte-americano que aproveitasse a realização da reunião da ONU para convidar os líderes chinês e russo para um encontro. A ideia seria promover uma conversa reservada entre os chefes de Estado para discutir os principais conflitos que atualmente preocupam a comunidade internacional.

“Falei: Trump, em setembro tem a reunião da ONU. Convida o Xi Jinping e o Putin para sua casa. Ele tem uma casa de golfe, acho que em Miami. Convida os caras para sua casa, toma um trago e vamos procurar um jeito de fazer paz. O mundo está precisando de paz, não de guerra”, declarou Lula durante o evento.

O comentário ocorreu horas depois da conversa telefônica entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, o diálogo entre Lula e Trump tratou de diferentes temas, incluindo relações internacionais, comércio e questões relacionadas aos conflitos globais.

Em nota divulgada após a conversa, o governo brasileiro informou que Lula também voltou a defender mudanças na forma como a comunidade internacional busca respostas para crises e guerras em diferentes regiões.

O Palácio do Planalto destacou que o presidente lamentou o que classificou como inoperância do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Lula teria defendido a convocação de uma reunião extraordinária do órgão com o objetivo de buscar soluções diplomáticas para os conflitos em andamento.

A proposta apresentada a Trump, segundo o governo brasileiro, segue uma posição que Lula já teria manifestado em conversas com outros líderes mundiais. De acordo com a nota, o presidente também havia tratado da possibilidade de uma reunião voltada à busca de soluções diplomáticas com Xi Jinping e Vladimir Putin.

Durante o evento em Belo Horizonte, Lula afirmou ainda que conversou recentemente com os presidentes da Rússia e da China. O petista tem defendido publicamente que países com grande influência internacional ampliem os esforços para construir acordos capazes de reduzir os conflitos.

A fala acontece em um momento de forte tensão no cenário internacional, marcado pela continuidade da guerra entre Rússia e Ucrânia e pelas crises no Oriente Médio. Lula voltou a sustentar que os governos precisam priorizar o diálogo e a negociação como instrumentos para enfrentar as disputas entre países.

O presidente brasileiro também tem criticado a atuação do Conselho de Segurança da ONU, argumentando que a estrutura atual do órgão enfrenta dificuldades para responder aos conflitos internacionais de maneira eficiente.

A conversa com Trump ganhou destaque também no cenário político brasileiro, já que Lula utilizou o contato durante um compromisso de campanha. O presidente disputa a reeleição e tem intensificado sua agenda eleitoral desde o início oficial da campanha.

Ao relatar o diálogo, Lula buscou apresentar sua atuação no cenário internacional como parte de sua agenda política. A defesa de uma reunião entre Trump, Xi Jinping e Putin foi usada pelo petista como exemplo de sua posição favorável à negociação entre grandes potências.

A proposta, no entanto, dependeria da disposição dos governos envolvidos e de eventuais articulações diplomáticas entre Estados Unidos, China e Rússia. Até o momento, não houve confirmação de que uma reunião nos moldes sugeridos por Lula esteja sendo organizada.

A sugestão apresentada pelo presidente brasileiro reforça a estratégia de Lula de defender maior participação do Brasil nos debates internacionais e de posicionar o país como defensor de soluções negociadas para conflitos.

Ao comentar a conversa com Trump, Lula resumiu sua posição ao afirmar que os grandes líderes devem buscar encerrar guerras, e não contribuir para o surgimento de novos confrontos. Para o presidente, a diplomacia precisa assumir um papel central diante das crises internacionais.

A declaração também amplia a repercussão do telefonema entre Lula e Trump, que ocorreu em meio a discussões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. No discurso, porém, o presidente brasileiro colocou a busca pela paz no centro de sua mensagem e afirmou ter levado ao líder norte-americano uma proposta de aproximação entre algumas das principais potências do mundo.

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: