Flávio Bolsonaro é surpreendido por notícia negativa

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta sexta-feira (14) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentram os maiores índices de rejeição entre os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. O senador aparece com 54%, enquanto o atual presidente registra 52%.
O levantamento foi realizado presencialmente entre os dias 10 e 13 de agosto e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06773/2026.
Os números mostram que Flávio e Lula são os únicos nomes testados que ultrapassam a marca de 50% de rejeição. A diferença de dois pontos entre os dois está dentro da margem de erro, o que indica uma situação de proximidade entre os principais nomes da disputa quando o eleitor é questionado sobre em quem não votaria de jeito nenhum.
Na sequência aparece o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 35% de rejeição. O governador de São Paulo, Romeu Zema (Novo), registra 34%. Já Renan Santos (Missão) tem 21%, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) aparece com 19%. Augusto Cury (Avante) soma 16%, seguido por Samara Martins (UP), com 11%, e Edmilson Costa (PCB), com 10%. Outros candidatos apresentam índices de rejeição ainda menores.
Apesar dos altos índices de rejeição, Lula e Flávio também aparecem entre os candidatos com maior potencial de voto. Segundo os dados divulgados a partir do mesmo levantamento, 45% dos entrevistados afirmam que poderiam votar em Lula, enquanto 41% dizem o mesmo em relação a Flávio.
O cenário reforça a forte polarização da eleição presidencial de 2026. Os dois principais candidatos concentram, ao mesmo tempo, parcelas expressivas de eleitores dispostos a apoiá-los e grupos igualmente numerosos que afirmam rejeitá-los.
No cenário de primeiro turno apresentado pela pesquisa, Lula aparece na liderança com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 31%. A diferença de sete pontos mantém o presidente à frente na corrida, embora o levantamento também aponte uma disputa mais apertada entre os dois nomes em um eventual segundo turno.
Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o petista aparece com 43%, contra 40% do senador. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, o resultado configura empate técnico, embora Lula mantenha uma vantagem numérica de três pontos.
O resultado indica uma redução da distância entre os dois candidatos em relação a levantamentos anteriores. A pesquisa também mostra que a disputa pode ganhar ainda mais competitividade com o início oficial da campanha eleitoral, previsto para este domingo.
Outros cenários testados pela Quaest apresentam Lula com vantagem maior diante dos adversários. Contra Ronaldo Caiado, o presidente aparece com 44%, enquanto o governador soma 37%. Em uma disputa contra Romeu Zema, Lula registra 45%, contra 34% do governador paulista.
A avaliação do governo federal também aparece dividida no levantamento. A gestão Lula é considerada positiva por 36% dos entrevistados e negativa por 37%, enquanto 25% classificam o governo como regular. Na aprovação pessoal, 46% dizem aprovar o trabalho do presidente, enquanto 48% afirmam desaprová-lo.
Outro dado mostra o grau de divisão do eleitorado: 53% dos entrevistados avaliam que o Brasil está seguindo na direção errada. Em relação ao temor provocado pelos principais grupos políticos, 45% afirmam ter medo de uma volta da família Bolsonaro ao poder, enquanto 41% demonstram receio da continuidade do governo Lula.
Com o início da campanha oficial, Lula e Flávio entram na fase decisiva da disputa cercados por altos índices de rejeição e, ao mesmo tempo, por bases eleitorais expressivas. A pesquisa aponta que nenhum dos dois conseguiu romper completamente a resistência de parte significativa do eleitorado.
Os números também mostram que a eleição tende a ser marcada por forte polarização entre os dois principais campos políticos. Enquanto Lula busca manter a liderança conquistada nos levantamentos, Flávio tenta reduzir a distância e ampliar seu potencial de voto ao longo da campanha.
A Quaest, portanto, retrata uma disputa ainda aberta. Lula aparece numericamente à frente no primeiro turno e também no eventual segundo turno, mas a vantagem de três pontos no confronto direto está dentro da margem de erro. Ao mesmo tempo, a elevada rejeição dos dois candidatos indica que a capacidade de conquistar eleitores ainda indecisos e reduzir a resistência de grupos adversários poderá ser decisiva até outubro.



