Vice-líder do governo Lula operava esquema milionário de lavagem de dinheiro com ajuda de advogado, diz PF

Uma nova fase de investigações conduzida pela Polícia Federal voltou a movimentar o cenário político em Brasília e nos estados com desdobramentos de grande repercussão. No centro do novo desdobramento da Operação Sem Desconto, agentes federais buscam esclarecer a extensão de um suposto esquema de movimentações financeiras atrelado a irregularidades no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As apurações ganharam contornos de alta sensibilidade ao citar o nome do vice-líder do governo no Senado, Weverton Rocha, como um dos alvos da análise sobre articulações para a gestão e ocultação de recursos de origem questionável.
Segundo os relatórios detalhados elaborados pela equipe investigativa, a estrutura sob suspeita atuava de forma coordenada na formulação de demandas e no direcionamento de pagamentos. Os investigadores apontam que o parlamentar teria desempenhado papel ativo em decisões patrimoniais e operacionais desenhadas para dificultar o rastreamento de valores pelas autoridades de fiscalização. A apuração foca em mapear como a influência política e a interlocução com agentes do setor privado podem ter facilitado o fluxo de capital sem os devidos alertas dos órgãos reguladores.
A engrenagem do grupo, de acordo com os documentos trazidos a público, contava com o suporte do advogado Willer Tomaz, indicado pelos relatórios policiais como figura central na viabilização logística e patrimonial das transações. A Polícia Federal detalha o uso de uma rede complexa que envolvia empresas de fachada, operadores financeiros, profissionais de transporte e contas bancárias registradas em nome de terceiros. Esse conjunto de elementos visava conferir uma camada de proteção às operações, fragmentando os valores para burlar os sistemas tradicionais de monitoramento do sistema bancário.
Entre os ativos imobiliários e transações sob apuração rigorosa, destaca-se a aquisição de uma propriedade de alto padrão no Lago Sul, uma das regiões mais valorizadas da capital federal, estimada em cerca de R$ 6 milhões. Conforme os autos, o imóvel constava formalmente em nome de uma pessoa jurídica ligada ao advogado, mas estaria destinado ao uso pessoal do parlamentar. Somado a isso, os peritos identificaram transferências financeiras que ultrapassam R$ 11 milhões efetuadas por empresas associadas ao mesmo grupo em favor da esposa do senador, ponto que se tornou crucial para a tese de ocultação de bens.
As diligências recentes foram formalmente autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que chancelou o cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão distribuídos entre o Distrito Federal e o Maranhão. Em resposta pública às ações judiciais, a assessoria do senador Weverton Rocha rechaçou categoricamente qualquer envolvimento em atos ilícitos, frisando que todo o seu patrimônio e movimentações econômicas estão devidamente informados à Receita Federal. O parlamentar também manifestou descontentamento com a inclusão de seus familiares no processo, enquanto a defesa de Willer Tomaz negou veementemente qualquer ligação com fraudes previdenciárias.
Com a consolidação do material recolhido durante os mandados, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal iniciam a fase de análise pericial nos documentos, dispositivos eletrônicos e registros contábeis apreendidos. O desdobramento das oitivas e a validação das provas no STF determinarão os rumos do inquérito e eventuais desdobramentos sobre os mandatos e contratos citados. O caso permanece sob rigoroso acompanhamento do meio jurídico e da opinião pública, servindo como um marco importante no escrutínio sobre a integridade na gestão dos recursos da Previdência Social.



