Cotada à vice de Flávio Bolsonaro diz: “Mulher de direita não é submissa”

A ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro, Daniella Marques (Republicanos), voltou ao centro das discussões políticas nesta semana ao comentar o papel das mulheres na política e na sociedade. Durante uma transmissão ao vivo realizada na noite de segunda-feira (20), ao lado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), a economista afirmou que existe um estereótipo criado em torno das mulheres conservadoras e contestou a ideia de que elas seriam submissas.
Segundo Daniella, essa visão não corresponde à realidade. Em sua fala, ela disse que homens e mulheres possuem o mesmo valor diante de Deus, citando princípios cristãos para defender que ambos são iguais em dignidade, embora possam desempenhar funções diferentes dentro da família e da sociedade. A declaração ocorre em um momento em que temas ligados à participação feminina voltam a ganhar espaço no debate político nacional.
Ao desenvolver seu argumento, Daniella também afirmou que as diferenças biológicas entre homens e mulheres não devem ser ignoradas. Para ela, reconhecer essas características não significa diminuir a importância feminina, mas compreender que existem particularidades naturais entre os dois sexos. A economista ressaltou que isso não impede que homens e mulheres construam relações equilibradas e baseadas na parceria.
Outro ponto abordado durante a conversa foi a organização da vida familiar. Daniella afirmou que cada casal deve ter liberdade para definir como dividir responsabilidades dentro de casa.
Em seu entendimento, não existe um único modelo familiar que sirva para todos. Ela citou exemplos de casais que conciliam trabalho, filhos e tarefas domésticas de acordo com a realidade de cada família.
A ex-presidente da Caixa também criticou o que considera uma narrativa segundo a qual a mulher forte precisa competir constantemente com o homem.
Para ela, esse tipo de pensamento acaba limitando a liberdade de escolha das mulheres. Em vez disso, defendeu que a construção de uma família baseada na cooperação é uma alternativa válida e que merece respeito, independentemente das decisões tomadas por cada casal.
As declarações acontecem em um momento importante para os bastidores da política. Daniella Marques aparece entre os nomes mais comentados para ocupar a vaga de candidata a vice-presidente na possível chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro nas eleições. Nos últimos dias, aliados passaram a tratá-la como uma das principais opções para a composição da chapa.
Apesar da expectativa, a definição ainda depende das negociações entre PL e Republicanos. As conversas envolvem acordos políticos em diferentes estados, especialmente em Roraima e Mato Grosso, onde ainda existem pontos a serem alinhados entre as duas legendas. Esses entendimentos são considerados fundamentais para que a aliança seja oficializada.
Flávio Bolsonaro já declarou publicamente que pretende escolher uma mulher para ocupar a vice-presidência em sua chapa. Além disso, destacou que Daniella participa da elaboração de propostas voltadas ao público feminino, reforçando seu espaço dentro do grupo político.
A expectativa é que a composição da chapa seja anunciada durante a convenção nacional do PL, prevista para o próximo sábado (25), em São Paulo. Até lá, as negociações seguem em andamento e continuam sendo acompanhadas de perto por lideranças partidárias e observadores do cenário político.
Enquanto a definição não acontece, as declarações de Daniella Marques mantêm seu nome em evidência e ampliam o debate sobre a participação feminina na política brasileira, tema que deve continuar presente nas discussões ao longo do período eleitoral.



