Após green card, Eduardo diz se sentir “seguro” dos “abusos” de Moraes

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) voltou ao centro do debate político após confirmar que recebeu o green card dos Estados Unidos. O documento, concedido pelo governo do presidente Donald Trump, garante a ele, à esposa Heloísa e aos dois filhos do casal, Geórgia e Jair Henrique, o direito de residir de forma permanente no país.
Em declaração à imprensa, Eduardo afirmou que agora se sente mais seguro vivendo em território americano. Segundo ele, nos Estados Unidos as decisões que considera injustas por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, não produzem efeitos.
“Só tenho a agradecer ao governo Trump pela consideração. Segui o processo, atendi os critérios e agora chegou o resultado. Eu vim para os EUA para passar apenas alguns dias e acabei tendo que permanecer aqui por conta da perseguição que, na minha avaliação, enfrento no Brasil. Sinto-me seguro, pois aqui os abusos do Alexandre não valem de nada”, declarou.
A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais e entre aliados e adversários políticos. O assunto voltou a movimentar discussões sobre a permanência de Eduardo nos Estados Unidos e o cenário político brasileiro às vésperas das próximas disputas eleitorais.
Durante a entrevista, Eduardo Bolsonaro também comentou sobre o futuro político do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na avaliação do ex-deputado, uma eventual vitória de Flávio na eleição presidencial representaria o retorno daquilo que ele define como uma “normalidade democrática” no Brasil.
“É fundamental que o Flávio ganhe a eleição para que a normalidade democrática se restabeleça e o Brasil deixe de ter exilados políticos”, afirmou.
A declaração reforça o discurso adotado por integrantes da família Bolsonaro nos últimos meses, especialmente em relação aos processos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro e alguns de seus aliados.
O green card recebido por Eduardo e sua família representa uma autorização permanente para morar e trabalhar legalmente nos Estados Unidos. Além desse direito, o documento também abre caminho para que, após cinco anos de residência permanente e cumpridos os requisitos previstos na legislação americana, a família possa solicitar a cidadania dos Estados Unidos.
Eduardo Bolsonaro está vivendo em solo americano desde fevereiro de 2025. Inicialmente, a viagem teria duração de poucos dias, mas ele permaneceu no país após passar a responder a processos no STF. Desde então, tem participado de eventos políticos, concedido entrevistas e mantido contato com lideranças conservadoras americanas.
A confirmação da concessão do green card chamou atenção porque reforça a possibilidade de uma permanência de longo prazo da família nos Estados Unidos. Para apoiadores, a medida representa estabilidade jurídica e pessoal. Já críticos avaliam que o tema deve continuar sendo debatido no cenário político brasileiro.
Enquanto isso, o ambiente político segue aquecido. As movimentações envolvendo integrantes da família Bolsonaro continuam despertando interesse do público e ocupando espaço nas discussões nacionais, principalmente diante da proximidade das eleições e das disputas entre diferentes grupos políticos.
Com o novo status migratório, Eduardo Bolsonaro passa a ter maior segurança para permanecer nos Estados Unidos por tempo indeterminado. Ao mesmo tempo, suas declarações indicam que ele pretende continuar acompanhando de perto a política brasileira, mesmo estando fora do país, mantendo participação ativa nos debates e nas manifestações públicas sobre os principais temas que envolvem o futuro político do Brasil.



