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Alcolumbre e ministro de Lula voaram de FAB para Festival de Parintins

A viagem do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, voltou a chamar atenção após a divulgação de informações sobre o uso de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). O deslocamento aconteceu entre os dias 26 e 29 de junho e seguiu as normas atualmente previstas para esse tipo de transporte, mas reacendeu o debate sobre a utilização de aviões oficiais por autoridades em compromissos que também envolvem atividades públicas e eventos culturais.

De acordo com os registros da FAB, Alcolumbre saiu de Brasília na manhã do dia 26 de junho com destino a Manaus. Ainda no mesmo dia, embarcou para Parintins, onde acompanhou um dos maiores eventos culturais do país. O avião transportava 12 passageiros.

Entre os ocupantes da aeronave estava o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira. Segundo a legislação vigente, diferentes autoridades podem compartilhar o mesmo voo quando possuem destinos compatíveis e o intervalo entre as decolagens é inferior a duas horas, uma medida criada para otimizar recursos públicos.

A presença de Alcolumbre e do ministro em Parintins também foi registrada nas redes sociais. O senador Omar Aziz (PSD-AM) publicou uma fotografia recepcionando ambos durante o tradicional festival, que reúne milhares de visitantes brasileiros e estrangeiros todos os anos.

Após o encerramento das apresentações, a comitiva retornou diretamente para Brasília no dia 29 de junho. Os registros oficiais informam apenas que havia 12 passageiros na aeronave, sem divulgar a identidade das demais pessoas que participaram da viagem.

Esta não foi a primeira vez que Davi Alcolumbre utilizou uma aeronave da FAB para participar do Festival de Parintins. Em 2025, ele também esteve presente no evento ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta, e do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso.

Em nota, a assessoria de Alcolumbre afirmou que o uso da aeronave ocorreu dentro das regras legais aplicáveis aos chefes dos Poderes da República. Segundo o comunicado, o transporte atende às recomendações de segurança e o compartilhamento de voos entre autoridades faz parte da prática institucional adotada pelo governo federal.

A assessoria também destacou que o presidente do Senado considera importante prestigiar o Festival Folclórico de Parintins por se tratar de uma manifestação reconhecida da cultura nacional. O evento é considerado um dos maiores patrimônios culturais da Amazônia e movimenta significativamente o turismo e a economia da região.

Já o Ministério das Comunicações informou que a participação de Frederico Siqueira ocorreu por meio do aproveitamento de vagas disponíveis em um voo institucional que já estava programado. Segundo a pasta, esse procedimento está previsto na regulamentação e não representa custos adicionais para a administração pública.

As regras para utilização de aeronaves da FAB são definidas por um decreto publicado em 2020. O texto estabelece que presidentes do Senado, da Câmara dos Deputados, do Supremo Tribunal Federal, ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas podem solicitar esse tipo de transporte em situações relacionadas à segurança, viagens de serviço ou outras hipóteses previstas na norma.

O decreto também determina que sejam informados dados como data, horário, destino e quantidade de acompanhantes. No caso dos presidentes dos Poderes, normalmente é divulgada apenas a quantidade de passageiros, sem a identificação nominal de todos os integrantes da comitiva.

O episódio voltou a alimentar discussões sobre transparência, uso de recursos públicos e os critérios para deslocamentos oficiais. Ao mesmo tempo, os envolvidos afirmam que a viagem respeitou integralmente a legislação em vigor, reforçando que tanto o transporte quanto o compartilhamento da aeronave seguiram as normas estabelecidas para autoridades federais.
 

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