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Flávio Bolsonaro gera revolta ao dizer que Maria da Penha não serve para nada: é um “pedaço de papel”

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (18/7) que a defesa dos direitos das mulheres será uma das principais pautas de sua pré-campanha à Presidência da República. Durante um encontro estadual do Partido Liberal no Espírito Santo, o parlamentar declarou que a atual legislação de proteção às vítimas de violência doméstica, especialmente a Lei Maria da Penha, não seria suficiente para garantir a segurança das mulheres. Segundo ele, medidas mais rígidas contra os agressores seriam necessárias para combater esse tipo de crime no país.

Em seu discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que, em um eventual governo, pretende adotar políticas de endurecimento das punições para pessoas acusadas de violência contra mulheres. O senador defendeu que agressores permaneçam mais tempo presos e criticou mecanismos como a audiência de custódia, argumentando que eles acabam permitindo a rápida liberação de suspeitos. Para reforçar seu posicionamento, citou ações realizadas por aliados políticos, como iniciativas atribuídas ao ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos).

A declaração sobre a Lei Maria da Penha ocorreu em meio a uma estratégia da pré-campanha de Flávio Bolsonaro para ampliar o diálogo com o eleitorado feminino. Nas últimas semanas, o senador tem buscado apresentar propostas voltadas às mulheres, especialmente em um cenário de disputa política interna envolvendo sua família. O movimento ocorre após um episódio público de divergência com sua madrasta, Michelle Bolsonaro, que afirmou em junho ter sido “humilhada” e “maltratada” pelo enteado em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Na sexta-feira (17/7), Flávio Bolsonaro apresentou o programa chamado “Brasil por Elas”, que reúne propostas direcionadas às mulheres. Durante uma transmissão ao lado de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo de Jair Bolsonaro e apontada como possível nome para ocupar a vaga de vice em sua chapa, o senador destacou algumas iniciativas, incluindo a possibilidade de distribuir celulares para mulheres de baixa renda como forma de ampliar acesso a serviços e comunicação.

Apesar da tentativa de fortalecer sua imagem junto ao eleitorado feminino e ampliar alianças políticas, a pré-campanha ainda enfrenta desafios relacionados à formação da chapa para a disputa presidencial. A aproximação com partidos do chamado Centrão não avançou completamente, e existem resistências internas entre possíveis aliados. Com isso, a possibilidade de uma composição formada apenas por integrantes do próprio PL continua sendo considerada dentro do grupo político.

A escolha do candidato a vice-presidente permanece como uma das principais questões em aberto antes da convenção nacional do Partido Liberal. Enquanto busca consolidar apoio político e apresentar novas propostas, Flávio Bolsonaro tenta construir uma candidatura capaz de dialogar com diferentes setores da sociedade. As declarações sobre violência contra a mulher e proteção feminina fazem parte desse esforço de ampliar sua presença no debate eleitoral e apresentar sua visão sobre políticas públicas para esse segmento

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